União Européia prevê retração de 1,8% em 2009

A economia da União Européia deve continuar se deteriorando em 2009, segundo a revisão macroeconômica publicada nesta segunda-feira pela Comissão Européia (órgão Executivo do bloco), que prevê uma retração de 1,8% no PIB conjunto de seus países membros.

A situação também deve permancer precária nos países da zona do euro que, depois de enfrentar a primeira recessão de sua história no final de 2008, deverão acumular uma retração de 1,9% em 2009.

Em novembro passado, Bruxelas estimava, para 2009, um crescimento de 0,1% nos países que utilizam o euro como moeda oficial.

Entre as maiores economias européias, a Irlanda seria o país com pior resultado (-5%), seguida por Grã-Bretanha (-2,8%), Alemanha (-2,3%), Espanha e Itália (-2%) e França (-1,8%).

Segundo o comissário europeu de Economia, Joaquín Almunia, essas estimativas são resultado de uma redução de 5,9% nos investimentos no conjunto da União Européia e de 1,6% nos países da zona do euro.

A situação econômica também deve causar uma contração de 1,6% no mercado de trabalho europeu, fazendo com que a taxa de desemprego na União Européia aumente para 8,7% em 2009 e 9,5% em 2010. Na zona euro, essas cifras poderão chegar a 9,3% e 10,2%, em ambos períodos.

Recuperação De acordo com os dados revisados, que levam em consideração os custos dos planos de ajuda econômica adotados pelos 27 países europeus desde o início da crise financeira, a União Européia só começará a se recuperar em 2010, quando se espera um crescimento de 0,5% no PIB do bloco e de 0,4% na zona do euro.

A Alemanha deverá experimentar, então, o maior crescimento (0,7%), seguida pela França (0,4%), Itália (0,3%) e Grã-Bretanha (0,2%).

Apenas na Espanha o PIB deverá continuar caindo no próximo ano, com uma retração de 0,2%, de acordo com as estimativas de Bruxelas.

"Tocaremos o chão no segundo trimestre (de 2009) e, a partir do terceiro trimestre, estimamos uma recuperação gradual e modesta", afirmou Almunia em entrevista coletiva.

"As medidas para estabilizar os mercados financeiros, a redução dos juros e os planos de recuperação econômica nos permitirão limitar a deterioração econômica neste ano e criar as condições para uma recuperação paulatina no segundo semestre de 2009", acrescentou.

Déficit e inflação Por outro lado, os planos europeus de recuperação econômica deverão contribuir para elevar o déficit público da União Européia a 4,4% em 2009 e a 4,8% em 2010, um índice que na zona euro deverá passar a 4% e 4,4%, respectivamente.

Como consequência, todas as maiores economias européias superariam o teto de 3% de déficit estabelecido pelo pacto econômico comunitário.

A Irlanda seria o país em pior situação, com um déficit de 11% em 2009 e 13% em 2010, seguida da Grã-Bretanha que poderá somar um déficit de 8,8% e 9,6%, respectivamente.

O Executivo europeu também estima que a inflação continuará caindo no bloco devido à redução dos preços do petróleo e das matérias-primas.

No conjunto dos 27 países, o índice passaria dos 3,7% registrados em 2008 a 1,2% neste ano, uma tendência que deve se repetir na zona do euro, cuja inflação passaria de 3,3% a 1% em 2009.

Ainda assim, Almunia insistiu em que a economia européia "não corre nenhum risco" de cair em deflação.

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