Obama pedirá era de responsabilidade em discurso

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, deverá pedir por uma era de responsabilidade no pronunciamento que realizará nesta terça-feira, durante a cerimônia de posse presidencial, em Washington. O discurso terá início pouco após Obama fazer seu juramento como o novo presidente dos Estados Unidos, tornando-se o primeiro negro a ocupar o cargo. O juramento do novo líder americano, marcado para as 12h00 hora local (15h00 em Brasília), será feito na Bíblia que pertenceu ao presidente Abraham Lincoln. O pronunciamento de Obama deverá ter entre 15 e 20 minutos de duração e o presidente eleito começou a ensaiá-lo no sábado.

O tema da responsabilidade surge em um momento em que os Estados Unidos mergulharam em sua pior crise econômica em quase 80 anos. Para muitos na sociedade americana, boa parte do atual caos econômico se deve à ganância e à falta de responsabilidade de altos executivos do setor financeiro do país e também à falta de monitoramento por parte do governo dos Estados Unidos. Martin Luther King Após ter passado a semana participando de eventos de gala em diferentes partes dos Estados Unidos, Barack Obama adotou uma agenda que serviu como um prenúncio do discurso que ele fará nesta terça.

Na manhã da segunda-feira, ele rendeu homenagem ao líder de direitos civis Martin Luther King e participou de diversas atividades comunitárias.

Marcando o Dia de Martin Luther King, feriado nacional nos Estados Unidos, Obama procurou dar um exemplo a fim de estimular os americanos a se envolverem com a prestação de serviços de caridade - uma iniciativa que batizou de ''Vamos Renovar a América Juntos''. Pela manhã, ele visitou soldados americanos feridos no hospital Walter Reed. O lugar se tornou simbólico após uma série de reportagens do jornal Washington Post sobre a suposta negligência a que estavam sendo submetidos veteranos da guerra do Iraque lá internados. O presidente eleito também ajudou a pintar uma parede ao visitar um centro comunitário que estava sendo submetido a uma reforma na capital americana. Obama elogiou a dedicação de King à luta pela integração racial e disse que ela é um exemplo para que os americanos se envolvam com suas comunidades. ''Ao honrarmos esse legado, não tiramos apenas um dia para a pausa e para a reflexão, mas sim um dia para agir'', afirmou.

Homenagens Além da homenagem póstuma a Martin Luther King, Obama também rendeu tributo a membros do Partido Republicano - que agora estará na oposição - em dois jantares. Um deles foi uma homenagem ao general e ex-secretário de Estado americano Colin Powell, que, apesar de republicano e de ter participado do governo do presidente George W. Bush, apoiou Obama na campanha presidencial. O segundo evento foi dedicado ao ex-rival de Obama na disputa presidencial, o senador republicano John McCain.

Obama saudou o patriotismo do ex-rival, lembrando do período em que o senador foi mantido em cativeiro no Vietnã e submetido a torturas. Com McCain a seu lado no palco, o presidente eleito afirmou: ''Se eu pisar na bola, ele (John McCain) vai me dizer. E é assim que deve ser porque a Presidência é apenas um dos ramos do governo''. A escolha de realizar dois eventos em homenagem a republicanos visa reforçar a imagem que vem sendo enfatizada por Obama de que ele pretende trabalhar pela união americana e que não se deixará limitar por diferenças partidárias.

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