Israel vai investigar acusações de uso de fósforo em Gaza

O Exército de Israel vai investigar acusações de que teria usado fósforo branco durante sua ofensiva de três semanas na Faixa de Gaza.

O anúncio ocorre depois de várias acusações de grupos de defesa dos direitos humanos e informações da imprensa de que o Exército de Israel teria usado bombas de fósforo branco em locais onde poderiam atingir civis, o que é proibido segundo leis internacionais.

A ONU também informou que seus escritórios na Faixa de Gaza foram atingidos por três destas bombas de fósforo branco, causando um incêndio que destruiu grande parte de seus estoques de ajuda.

O Exército israelense afirma que todas as armas usadas na ofensiva na Faixa de Gaza eram legais, mas até o momento se recusou a especificar quais foram estas armas.

Na declaração, o Exército confirmou que vai analisar as acusações.

"Em resposta às acusações de ONGs e acusações da imprensa estrangeira relatando o uso de armas de fósforo e para acabar com qualquer incerteza, uma equipe de investigação foi estabelecida no Comando do Sul para analisar a questão."
Imagens
Durante a ofensiva na Faixa de Gaza a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch afirmou que seus pesquisadores observaram da fronteira entre o território e Israel muitas explosões de bombas de fósforo branco.

Eles alegam que qualquer uso de fósforo branco na área densamente populosa da Faixa de Gaza seria ilegal.

O fósforo branco é uma substância incendiária cujo uso em armas nas áreas onde existe concentração de civis é proibido por leis internacionais.

A bomba com fósforo branco é lançada por aviões e interage quimicamente com o oxigênio, se incendiando e liberando uma fumaça branca.
Mas, se atinge uma pessoa, o fósforo branco gruda e queima a pele e músculos, chegando até os ossos, causando a morte ou deixando a vítima com feridas dolorosas, que demoram muito para serem curadas. Sua ingestão ou inalação também pode causar a morte.

Depois do cessar-fogo unilateral de Israel e da abertura das passagens de fronteira para alguns jornalistas internacionais, fotografias e imagens em vídeo foram divulgadas mostrando o que parecia ser pedaços de fósforo branco queimando, que pareciam ter caído em áreas habitadas.

Além disso, nesta quarta-feira, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que vai investigar acusações de países árabes de que Israel usou armas de urânio empobrecido em Gaza.

Apesar de não existir uma proibição específica para este tipo de urânio, seu uso em armas gera polêmica, devido aos potenciais riscos à saúde nos locais de impacto.

Nesta quarta-feira o Exército israelense também informou que completou sua retirada da Faixa de Gaza, mas acrescentou que seus soldados poderão voltar ao território palestino se for necessário.

Durante as três semanas da ofensiva pelo menos 1,3 mil palestinos morreram - quase um terço delas crianças -, e 5,5 mil ficaram feridos durante o conflito, de acordo com médicos em Gaza.
Treze israelenses morreram - três deles civis.

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