China condena dois à morte por escândalo do leite contaminado

Dois chineses foram condenados à morte e outros três à prisão perpétua por seu envolvimento no escândalo de leite contaminado, que causou a morte de seis crianças na China, no ano passado, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

Zhang Yujun, que produziu e vendeu pó com melanina no escândalo do leite contaminado, foi condenado pela Corte Popular Intermediária de Shijiazhuang, no norte da China, por colocar em perigo a segurança pública.
Geng Jinping foi condenado por produzir e vender alimentos tóxicos.

A chamada "proteína em pó" era vendida para fábricas de laticínios e usada na produção de leite em pó para aumentar o nível de proteína do produto.

Entre os 12 réus condenados nesta quinta, dois receberam a pena de morte, três foram condenados à prisão perpétua e outros seis receberam pena entre cinco e 15 anos de prisão. Um réu recebeu uma pena de morte suspensa, o que na prática significa que ele deve passar a vida na prisão se tiver bom comportamento.
Entre os condenados à prisão perpétua está Tim Wenhua, a ex-chefe do conselho do Grupo Sanlu, empresa que produziu e vendeu leite em pó contaminado - e que esteve no centro do escândalo.
Inicialmente a corte iria anunciar a sentença de 21 dos suspeitos de envolvimento no escândalo nesta quinta-feira, mas depois afirmou que nove deles teriam a sentença ditada por outras cortes.

O leite em pó contaminado deixou cerca de 300 mil crianças doentes.
Segundo a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, a China executa mais prisioneiros condenados à morte por ano do que todos os outros países juntos.

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