Hillary promete nova era na política externa dos EUA

A nova secretária de Estado americana, Hillary Clinton, iniciou nesta quinta-feira o seu primeiro dia no posto e disse que está começando uma "nova era" na política externa americana.

"Estou absolutamente honrada e emocionada, além do que posso expressar, em estar aqui como a 66ª secretária de Estado de nossa nação, e acredito, com todo o meu coração, que esta é uma nova era para os Estados Unidos", disse Hillary, que foi recebida com aplausos pelos funcionários do Departamento de Estado, em Washington.

Hillary disse aos funcionários que existem três aspectos da política externa: a defesa, a diplomacia e o desenvolvimento - e prometeu trabalhar para que a ênfase do governo americano deixe de ser a defesa.

"Nós deixaremos claro, à medida que avançarmos, que a diplomacia e o desenvolvimento são ferramentas essenciais para concretizar os objetivos de longo prazo dos Estados Unidos", afirmou a nova secretária de Estado.

"E eu vou fazer tudo que posso, trabalhando com vocês, para deixar bastante claro que uma diplomacia robusta e um desenvolvimento efetivo são as melhores ferramentas de longo prazo para garantir a segurança americana", acrescentou.

Aprovação A indicação da ex-primeira-dama para o cargo máximo da diplomacia americana foi confirmada na quarta-feira pelo plenário do Senado em Washington.

Hillary já havia recebido o aval da Comissão de Relações Exteriores do Senado, mas um senador republicano, John Corryn, pediu que seu nome fosse submetido ao plenário por causa da alegação de suposto conflito de interesse por causa da Fundação Clinton, do marido dela, o ex-presidente Bill Clinton.

A alegação era de que a fundação recebeu doações de governos estrangeiros, o que poderia comprometer a idoneidade de Hillary no cargo.

Mas a ex-senadora acabou recebendo o apoio até de parlamentares republicanos no plenário, incluindo o ex-candidato à Presidência pelo partido, John McCain.

Entre os desafios que a nova secretária de Estado terá que enfrentar no cargo estão o conflito entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza e o envolvimento americano no Afeganistão e no Iraque.

"Isso não será fácil", afirmou Hillary. "Mas, se não fosse difícil, outra pessoa poderia fazê-lo."

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