Mexicano diz que 'dissolveu 300 corpos' para narcotraficantes

Um integrante de uma quadrilha de narcotraficantes preso na cidade de Tijuana, no México, confessou ter ocultado pelo menos 300 corpos dissolvendo-os em ácido.

Santiago Meza disse que, ao longo de dez anos, recebeu US$ 600 por semana para dissolver com soda cáustica os cadáveres de membros de quadrilhas rivais assassinados.

Ele foi apresentado à imprensa pelo Exército mexicano depois de preso, na quinta-feira, na cidade, que fica na fronteira com os Estados Unidos.

As autoridades não forneceram provas da alegação mas disseram acreditar que ela seja verdadeira.

Mais de 700 pessoas morreram em Tijuana no ano passado em disputas envolvendo o narcotráfico. No país todo, esse número chegou a 5,7 mil.

'Arrependido' Meza disse que despejava soda cáustica sobre os corpos colocados em covas.

Ao ser apresentado à imprensa, Meza parecia estar arrependido e afirmou que pediria desculpas aos parentes das vítimas se pudesse falar com eles, de acordo com o correspondente da BBC na Cidade do México, Stephen Gibbs.

O México vive uma intensa guerra contra o narcotráfico. Há dois anos, o presidente Felipe Calderón prometeu enfrentar os poderosos cartéis que, segundo ele, ameaçam a estabilidade do país.

A decisão levou a uma escalada da violência pois quadrilhas rivais enfraquecidas começaram a lutar não apenas contra forças do governo, mas também entre si.

A matança entre gangues muitas vezes é feita com requintes de crueldade, e inclui decapitações e tortura, o que vem chocando a opinião pública mexicana, disse Gibbs.

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