Brasileiros acusados de falsificação são presos na Espanha

A polícia espanhola prendeu nesta segunda-feira um grupo de brasileiros acusados de formar uma quadrilha para falsificar e vender documentos espanhóis, portugueses e italianos.

A chamada "Operação Carioca" da polícia resultou na prisão de 33 brasileiros em três províncias e no fechamento de cinco laboratórios de fabricação de documentos nas cidades de Madri, Málaga e Miranda de Ebro.
  • Polícia Nacional da Espanha

    A chamada "Operação Carioca" da polícia espanhola resultou na prisão de 33 brasileiros em três províncias e no fechamento de cinco laboratórios de fabricação de documentos nas cidades de Madri, Málaga e Miranda de Ebro

  • Polícia Nacional da Espanha

    O grupo também é acusado de fraude bancária por falsificar documentos que facilitavam o acesso a créditos financeiros por imigrantes brasileiros ilegais


O grupo também é acusado de fraude bancária por falsificar documentos que facilitavam o acesso a créditos financeiros por imigrantes brasileiros ilegais.

Por ordem judicial, a polícia bloqueou 115 contas correntes em bancos europeus que estavam em nome de cidadãos brasileiros.

Segundo os policiais, os falsificadores vendiam os documentos (carteiras de identidade e de motorista e contratos de trabalho) por preços que variavam entre 600 euros (cerca R$ 1,8 mil) e 3 mil euros (R$ 9 mil).

Os investigadores dizem que as falsas carteiras, entregues por correio, eram usadas para que os imigrantes pudessem viver e trabalhar na União Européia e ainda conseguir créditos em bancos - alguns até teriam conseguido financiamento para comprar imóveis.

Investigação
As investigações começaram em 2007, depois que a polícia descobriu na cidade de La Coruña, no noroeste do país, um brasileiro acusado de oferecer documentos falsos a imigrantes.

Segundo os detetives, o homem - cuja identidade não foi revelada pela polícia - está relacionado com uma série de golpes bancários em Madri, desde a abertura de contas até créditos obtidos por brasileiros com documentos irregulares.

Os investigadores dizem ter encontrado também conexões da suposta quadrilha com brasileiros no Reino Unido e em Portugal.

Segundo os policiais espanhóis, há indícios de que o grupo estava se organizando para fabricar documentos em massa para imigrantes ilegais em diversos países da Europa.

Um dos acusados de liderar a quadrilha era procurado pelas polícias de Espanha, França, Itália, Alemanha e Portugal. Ele morava legalmente em Londres, foi detido em Lisboa e extraditado à Espanha durante as investigações.

Além das prisões e do fechamento dos laboratórios, a polícia aprendeu diversos aparelhos eletrônicos, quase 300 carteiras de identidade falsas quase prontas, carimbos que imitavam os usados pela polícia portuguesa e fotografias de cidadãos brasileiros.

A suposta quadrilha de falsificadores é a primeira desmantelada em 2009. No ano passado, mais de 40 organizações brasileiras acusadas do mesmo crime foram descobertas no país.

De acordo com dados do Ministério do Interior espanhol, os brasileiros já são a principal nacionalidade na lista de falsificadores mais procurados pela polícia da Espanha, superando os nigerianos.

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