Crise econômica causa renúncia do governo da Islândia

O governo de coalizão da Islândia decidiu renunciar ao poder nesta segunda-feira como conseqüência da crescente crise econômica que envolve o país.

O primeiro-ministro Geir Haarde, que preside o Partido Independência, de tendência conservadora, anunciou que a renúncia do gabinete tem efeito imediato, depois do fracasso de negociações com o Partido Social Democrata - parceiro na coalizão.

Haarde disse que vai se reunir com o presidente da Islândia para pedir formalmente a dissolução do governo.

A expectativa agora é de que uma nova coalizão seja formada para conduzir o governo até as eleições gerais que serão realizadas no dia 9 de maio. Haarde antecipou a data das eleições na semana passada.

Crise econômica O sistema financeiro da Islândia entrou em colapso em outubro, sob o peso de uma dívida acumulada durante anos de crescimento econômico rápido.

O governo se viu forçado a negociar empréstimos da ordem de US$ 10 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e com vários países europeus.

A moeda islandesa, a coroa, sofreu grande desvalorização, e o desemprego no país aumentou. Previsões indicam que a economia local pode encolher 9,6% em 2009.

Os social-democratas queriam que Haarde demitisse o presidente do banco central do país e buscasse laços mais estreitos com outros países da Europa.

Na semana passada, uma série de atos públicos foi organizada para protestar contra a atuação do governo na crise econômica. Os manifestantes acusaram as autoridades de tentar levar o país à ruína.

A Islândia, ilha no norte da Europa com cerca de 310 mil habitantes, foi um dos primeiros países atingidos pela crise financeira global.

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