Emissário de Obama tenta consolidar trégua em Gaza

O emissário especial do presidente Barack Obama para o Oriente Médio, George Mitchell, se reúne com os principais líderes de Israel nesta quarta-feira, em Jerusalém, com o objetivo de consolidar o cessar fogo entre Israel e o Hamas.

Depois de se encontrar com o presidente egípcio Hosni Mubarak, no Cairo, George Mitchell chegou a Jerusalém, onde se reunirá com o presidente de Israel, Shimon Peres, o primeiro-ministro Ehud Olmert, a ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, e o ministro da Defesa, Ehud Barak.

Na quinta-feira, o emissário americano deverá ir a Ramallah, na Cisjordânia, para se encontrar com o presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Encontros com líderes do Hamas não estão incluídos em sua agenda.

Processo de paz Mitchell, encarregado por Obama de trabalhar energicamente para reavivar o processo de paz entre Israel e os palestinos, deverá se concentrar, nesta primeira visita em seu novo cargo, em estabilizar o cessar fogo na Faixa de Gaza e nos esforços para reconstruir a região cuja infraestrutura foi gravemente danificada pelos bombardeios israelenses.

O novo emissário americano para o Oriente Médio tem ampla experiência nesta região.

Em 2001 Mitchell foi enviado pelo ex-presidente americano George W. Bush para formular um plano de paz, em meio à segunda Intifada (levante palestino iniciado em 2000).

Naquela época, George Mitchell escreveu um relatório traçando um paralelo entre a violência de militantes palestinos e a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia.

O relatório Mitchell, de abril de 2001, exigia que os grupos palestinos suspendessem a violência contra civis israelenses e que Israel congelasse totalmente a construção de assentamentos, inclusive a expansão para fins chamados por Israel de "crescimento natural".

A nomeação de Mitchell para o cargo de emissário especial para o Oriente Médio e o forte apoio que o diplomata está recebendo tanto do presidente Obama como da Secretária de Estado, Hillary Clinton, despertam a apreensão da direita israelense, pela possibilidade de uma mudança significativa na atitude do governo americano em relação a Israel.

De acordo com analistas locais, o novo governo americano deverá exercer sérias pressões sobre Israel para que congele imediatamente a construção dos assentamentos.

Mitchell inicia sua missão no Oriente Médio duas semanas antes das eleições gerais em Israel, previstas para o dia 10 de fevereiro.

De acordo com as últimas pesquisas de opinião, o ex-premiê Binyamin Netanyahu, líder do partido de direita Likud, é o favorito para vencer a eleição para o cargo de primeiro-ministro.

Netanyahu já declarou que defenderá o "direito de crescimento natural" dos assentamentos.

Desde 2001, quando Mitchell apresentou seu relatório recomendando o congelamento dos assentamentos, o número de colonos israelenses residentes na Cisjordânia aumentou em cerca de 70 mil, alcançando um total de 300 mil.

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