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Há como desacelerar mortes por coronavírus nos EUA, diz Gates

Ros Krasny

06/04/2020 07h30

O número de mortes por coronavírus nos Estados Unidos pode ser "muito inferior" às estimativas recentes das principais autoridades de saúde, se as medidas de distanciamento social forem seguidas corretamente, disse o filantropo bilionário Bill Gates no domingo.

O cofundador da Microsoft defendeu nos últimos dias um confinamento nacional para controlar a propagação do Covid-19, medida que o governo dos EUA ainda não decretou.

Especialistas como o médico Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Institutos Nacionais de Saúde, anteciparam uma semana com elevado número de mortes nos EUA, alertaram que a pandemia ainda não está sob controle e sugeriram que o surto poderia assumir uma natureza sazonal.

Na semana passada, integrantes da equipe de saúde do presidente Donald Trump disseram que o país poderia registrar entre 100 mil e 240 mil mortes nos próximos dois meses devido à pandemia de coronavírus. Gates disse que isso pode ser evitado.

"Se solucionarmos o tema dos testes e envolvermos os 50 estados, ficaremos abaixo dessa cifra. É claro que pagaremos um preço econômico enorme", acrescentou Gates, cujo patrimônio líquido é de US$ 97 bilhões, segundo a lista de bilionários da Bloomberg, o que o torna a segunda pessoa mais rica do mundo.

No programa "Face the Nation", da CBS, Fauci se juntou a Trump e ao diretor-geral de saúde pública, Jerome Adams, na previsão de um período difícil de uma a duas semanas nos EUA, já que o número crescente de casos satura os recursos de saúde em algumas áreas e as mortes continuam a aumentar.

Semana ruim

"Será uma semana ruim", disse Fauci. "As coisas vão piorar e precisamos estar preparados para isso. Vai ser chocante para algumas pessoas."

Dentro de uma semana ou pouco mais, a curva de coronavírus dos EUA deve começar a achatar, previu Fauci.

Os casos de coronavírus nos EUA ultrapassaram 324 mil no domingo, a cifra mais alta do mundo, com mais de 9 mil mortes, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.

"É justo dizer que as coisas não voltarão ao normal até que tenhamos uma vacina", disse Gates à Fox.

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