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08/03/2010 - 16h43

Comunidade internacional elogia eleitores do Iraque

Apesar de o domingo de votação no Iraque também ter sido marcado pela violência, a eleição parlamentar no país foi elogiada por autoridades internacionais.

"Tirando as tentativas dos extremistas violentos, essas eleições representam ainda outra conquista crucial para o desenvolvimento do Iraque democrático", disse nessa segunda-feira (08/03) o secretário-geral da Otan, Anders Fogh.

Apesar dos atentados de insurgentes – que mataram pelo menos 36 pessoas no Iraque – estima-se que entre 55% a 60% dos eleitores tenham votado, segundo declarou nessa segunda-feira o presidente da comissão eleitoral, Faraj Al Haidari.

Um total de cerca de 18,9 milhões de iraquianos esteve convocado para escolher quais, entre os 6.300 candidatos, preencherão as 325 vagas de seu parlamento. O resultado das eleições será anunciado na próxima quarta-feira.

"Quase um piquenique"

Os ataques se concentraram em Bagdá e na província de Nínive. Na região curda, no norte do país, assim como no sul, dominado por xiitas, a votação transcorreu de forma pacífica – "quase como um piquenique", segundo relatou um observador da cidade de Erbil.

Ainda no domingo, a alta representante da UE para Política Externa, Catherine Ashton, desse que "o número de votantes em desafio aos violentos ataques durante a campanha eleitoral e no dia da eleição reconfirma o compromisso dos iraquianos com um Iraque democrático".

Em viagem à América Latina, o ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, pronunciou-se sobre a votação no Iraque, elogiando a coragem de homens e mulheres que não se intimidaram, e votaram.

Futuro sem EUA

O presidente Barack Obama reafirmou seu compromisso de, até 2011, haver retirado do Iraque todos os seus soldados. Até 31 de agosto as tropas de combate norte-americanas já deverão estar fora do país.

"Sabemos que o Iraque terá dias muitos difíceis pela frente e que haverá, provavelmente, mais violência, mas como outra qualquer nação soberana independente, ele precisa ter liberdade para traçar seu próprio caminho", afirmou o presidente dos Estados Unidos.

A eleição parlamentar deste domingo foi a segunda desde a queda do regime de Saddam Hussein, em 2003. Em 2005, 76% dos eleitores compareceram às urnas.

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