Novo ano, nova tragédia

Menino sírio de dois anos escapa dos braços da mãe e morre afogado perto da costa grega ao tentar chegar à Europa. Ele é o primeiro refugiado vítima de uma travessia que matou quase 4 mil em 2015.

Um menino sírio de dois anos é o primeiro refugiado a morrer tentando chegar de barco à Europa. A criança caiu no mar no sábado (03/01), quando o barco em que estava, levando 40 pessoas, se chocou contra as rochas da pequena ilha de Agathonisi, na Grécia.

Segundo a ONG Ajuda Marinha ao Migrante (MOAS, na sigla em inglês), pescadores acharam o corpo do menino na água e ainda chegaram a levá-lo a um hospital da ilha vizinha de Samos, onde sua morte foi confirmada.

Todos os outros 39 passageiros da embarcação, que havia partido da costa da Turquia, sobreviveram - incluindo a mãe da criança, de 20 anos. Dez pessoas ficaram feridas, e uma mulher e um bebê de três meses tiveram que ser tratados por hipotermia severa.

Mais de um milhão de migrantes chegaram à Europa pelo Mar Mediterrâneo em 2015, segundo o último balanço da agência da ONU para refugiados (Acnur). A maioria é originária da Síria (49%) e do Afeganistão (21%); 25% são crianças, 17% mulheres e 58% homens.

Um total de 84% dos que conseguiram completar a travessia pelo Mediterrâneo são dos dez países do mundo que mais refugiados produzem, quase sempre por razões vinculadas a conflitos armados e a repressão.

As rotas migratórias mudaram ao longo do ano, fazendo com que a Grécia substituísse a Itália como a principal porta de entrada. Isso se deveu ao fluxo de sírios que optou por buscar proteção na Europa. A maioria já era refugiada em algum dos países vizinhos à Síria, que enfrenta uma guerra civil há cinco anos.

Os refugiados que cruzaram da Turquia para alguma das ilhas da Grécia foram 844.176, e 152.700 chegaram do norte da África à costa da Itália. O aumento das chegadas começou a diminuir em abril, e alcançou seu nível máximo em outubro, para voltar a cair relativamente em novembro e dezembro.

Segundo a Acnur, foram confirmadas 3.735 mortes nessas travessias. O número, porém, deve ser significativamente maior, dado que não registros nos pontos de partida dos migrantes.

RPR/afp/efe/rtr

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