Obama apresentará medidas para regulamentar armas de fogo

Após reunião com procuradora-geral dos EUA, presidente volta a condenar as altas taxas de mortes por violência armada no país. Pacote de ações executivas está repleto de riscos políticos e legais.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentará na terça-feira uma série de ações executivas para combater a violência armada no país, ignorando assim o Congresso majoritariamente republicano e sua firma oposição ao controle de armas. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (04/01), após reunião de Obama com a procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch, na Casa Branca.

A sua primeira ação em seu último ano de mandato está repleta de riscos políticos e legais, com Obama pretendo tomar uma série de medidas unilaterais para acabar com o que ele chamou de "flagelo da violência armada".

Falando antes do anúncio, que será realizado na terça-feira no Salão Leste da Casa Branca, Obama voltou a condenar as altas taxas de tiroteio em massa e suicídios usando armas nos Estados Unidos, que excedem em muito os níveis em outros países.

"Temos dezenas de milhares de pessoas que são mortas a cada ano por armas de fogo", disse o presidente. Obama apontou que as propostas - apresentadas a ele pela procuradora-geral Lynch - visam a regulamentação de vendas de armas e reduzir as compras ilegais.

Assessores têm afirmado que as propostas podem incluir endurecer as regras para vendedores de armas, ampliando a verificação de antecedentes para mais compradores e reprimir os chamados "laranjas", intermediários que compram armas para indivíduos potencialmente suspeitos.

Obama, no entanto, admitiu que as medidas "não vão resolver todos os crimes violentos no país". "As medidas não vão impedir cada tiroteio em massa. E não vão manter armas longe das mãos de criminosos", disse. "Mas, elas irão, potencialmente, salvar vidas neste país."

Durante os sete anos da gestão de Obama, ataques armados mataram estudantes em Connecticut, fiéis na Carolina do Sul e espectadores numa sala de cinema no Colorado. Mortes por violência armada, muitas em suicídios, atingem uma média de 30 mil por ano nos EUA.

Pesquisas mostraram que a maioria da população americana apoia o endurecimento de leis armamentistas. Mas esse apoio sofreu recentemente um retrocesso, em meio a preocupações ligadas ao grupo "Estado Islâmico" (EI) e à ameaça ampla de terrorismo.

Além disso, a ação executiva de Obama pode exercer pressão sobre alguns de seus aliados democratas que enfrentarão duras batalhas eleitorais estaduais e em distritos congressionais conservadores.

PV/afp/rtr

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