Morre, aos 90 anos, o maestro francês Pierre Boulez

Um dos maiores nomes da música clássica contemporânea, compositor morre em casa, em Baden-Baden, na Alemanha. "Ele fez a música francesa brilhar ao redor do mundo", diz François Hollande.

O compositor e maestro francês Pierre Boulez morreu na noite desta terça-feira (05/01), aos 90 anos, em Baden-Baden, na Alemanha, onde vivia. A notícia foi confirmada pela família do músico, em nota divulgada pela Filarmônica de Paris.

"Para todos aqueles que o conheciam e que puderam apreciar sua energia criativa, seus padrões artísticos, sua disponibilidade e generosidade, a presença dele permanecerá viva e intensa", diz a família no comunicado.

Nas redes sociais, a Filarmônica de Paris lamentou: "Acabamos de saber, com muita tristeza, da morte de Pierre Boulez".

Boulez é considerado um dos maiores nomes da música clássica contemporânea. O jornal francês Le Monde afirma que a morte do regente "põe verdadeiramente um ponto final ao vanguardismo musical do século 20".

"Pierre Boulez fez a música francesa brilhar ao redor do mundo", disse o presidente François Hollande, em comunicado divulgado nesta quarta-feira. "Audácia, inovação, criatividade: eis o que Pierre Boulez significa para a música francesa", afirmou, por sua vez, o primeiro-ministro Manuel Valls.

Nascido em 26 de março de 1925 em Montbrison, Boulez estudou matemática, antes de ingressar no Conservatório de Paris, onde estudou música. Mais tarde, dirigiu grandes orquestras, como a Filarmônica de Nova York, de Chicago e de Viena.

O maestro também se dedicou ao ensino da música, fundando o Instituto de Pesquisa e Coordenação Música e Acústica (Ircam, na sigla em francês) em 1969. Em toda a carreira, ganhou cerca de 25 Grammys, o maior prêmio da música.

Em 1995, por ocasião de seus 70 anos, Boulez fez uma turnê mundial com a Orquestra Sinfônica de Londres. Em 2015, já não participou das celebrações internacionais de seu aniversário por razões de saúde.

A causa da morte não foi revelada. Segundo sua assistente, Marion Thiem, ele morreu "pacificamente" em casa. O músico, que nunca se casou, deixa um irmão, Roger, uma irmã, Jeanne Chevalier, e "muitos sobrinhos e sobrinhas", afirma Thiem.

EK/abr/ap/dpa/efe

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