Homem morto por polícia de Paris portava bandeira do EI

Policiais disparam contra suspeito que tentou invadir uma delegacia com facão e cinto explosivo falso. Autoridades dizem que ele gritou "Alá é grande". Indícios apontam para jovem marroquino em situação ilegal na França.

O homem morto pela polícia frente a uma delegacia de Paris, nesta quinta-feira (07/01), já foi identificado e teria jurado "lealdade" ao grupo extremista "Estado Islâmico" (EI), comunicou o promotor da capital francesa, François Molins.

Segundo os investigadores, o homem morto ao tentar invadir uma delegacia no norte de Paris portava um facão, uma imitação de um cinto de explosivos, uma bandeira do "Estado Islâmico" e um papel que mencionava, em árabe, sua "lealdade" ao líder do grupo jihadista, Abu Bakr al-Baghdadi, justificando seu ato como uma vingança pelos "ataques na Síria".

Autoridades não identificaram publicamente o suspeito. No entanto, um fonte das forças de segurança disse que a polícia francesa estava "trabalhando com a hipótese de se tratar de um marroquino de 20 anos, que esteve envolvido num delito de roubo ocorrido no sul da França, em 2013".

A fonte, que falou sob condição de anonimato, afirmou que as impressões digitais do suspeito morto combinavam com as do suspeito do roubo, que na época se identificou como Ali Sallah, nascido em 1995 em Casablanca. No entanto, segundo a fonte, o agressor desta quinta-feira aparentava ter mais do que 20 anos de idade.

Ele afirmou ainda que Sallah, que estava ilegalmente na França, havia sido condenado a deixar o país depois do incidente de 2013. Os investigadores ainda estão tentando determinar se e quando o homem voltou a Paris.

O homem foi abatido na frente de uma delegacia de polícia localizada na Rue de la Goutte d'Or, no 18º arrondissement de Paris. A área tem um elevado índice de criminalidade. Segundo o porta-voz do Ministério do Interior da França, o homem teria gritado "Alá é grande" quando tentou invadir a delegacia.

O incidente ocorreu no dia do primeiro aniversário do ataque à redação do jornal satírico Charlie Hebdo, pouco depois de o presidente François Hollande fazer um discurso em homenagem às vítimas.

PV/lusa/afp/rtr/ap/dpa

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