Independentista Puigdemont é eleito presidente da Catalunha

Sucessor de Artur Mas promete levar adiante processo de separação da Espanha. Madri adverte que não será tolerado qualquer ato que ponha em perigo a unidade do país.

O independentista Carles Puigdemont, de 53 anos, foi empossado neste domingo (10/01) presidente da Catalunha, na Espanha, com um mandato para liderar a região no processo de secessão da Espanha já no próximo ano ou mais tarde.

"Viva a Catalunha livre", exclamou o novo presidente regional, depois de ter obtido os votos favoráveis de 70 deputados num total de 135. Outros 63 votaram contra e houve duas abstenções.

O prefeito de Girona e dirigente da Convergência Democrática da Catalunha (CDC) transformou-se assim no 130º chefe do governo regional catalão, duas horas antes de terminar o prazo para a posse e após intensas negociações entre o JxSi (Juntos pelo Sim, uma coalizão heterogênea) e a CUP (Candidatura de Unidade Popular, de esquerda radical), destravadas após a renúncia do ex-presidente Artur Mas, no cargo desde 2010.

Antes da investidura de Puigdemont, o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, havia advertido que não será tolerado qualquer ato que ponha em perigo a unidade de Espanha. "O governo não deixará passar um único ato que possa prejudicar a unidade e a soberania da Espanha", declarou Rajoy, num discurso transmitido pela televisão, a partir de Madri, alguns minutos antes da votação de posse do parlamento catalão, em Barcelona.

"Temos mais instrumentos que nunca para defender a nossa unidade, as principais forças políticas estão de acordo com isso", afirmou Rajoy, referindo-se a Pedro Sanchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), e a Albert Rivera, do Ciudadanos. O líder do Partido Popular acrescentou ainda não ter falado com Pablo Iglesias, do Podemos.

Rajoy garantiu que não serão criadas instituições catalãs à margem da lei. "Os espanhóis podem estar tranquilos disso", afirmou. Já Puigdemont pediu que o processo de secessão avance no parlamento catalão. "Devemos iniciar o processo para criar um Estado independente na Catalunha, para que as decisões do parlamento catalão sejam soberanas", disse, sob aplausos.

AS/lusa/efe

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