Atentado mata 10 em Istambul; Turquia culpa "Estado Islâmico"

Homem-bomba, que se explodiu em ponto turístico, é identificado pelo governo turco como um sírio de 28 anos e ligado ao grupo terrorista. Oito dos mortos eram alemães.

Uma explosão causada por um homem-bomba no centro histórico de Istambul, na manhã desta terça-feira (12/01), deixou dez mortos e 15 feridos, dois dos quais em estado grave. Oito das vítimas do atentado, que o governo atribuiu ao "Estado Islâmico", eram turistas alemães.

"Um homem-bomba de origem síria foi responsável por este ato de terrorismo", disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que condenou o atentado em um pronunciamento na televisão. Segundo ele, a Turquia "é o primeiro alvo de todas as organizações terroristas ativas nesta região".

O ataque aconteceu às 10h18 (hora local) no distrito Sultanahmet, onde ficam alguns dos pontos turísticos mais famosos da Turquia, como a Basílica de Santa Sofia (Hagia Sophia) e a Mesquita Azul, na parte europeia da metrópole de 14 milhões de habitantes. Milhares de turistas passam pelo local todos os dias.

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, disse que o terrorista era um estrangeiro membro do "Estado Islâmico", de cerca de 28 anos, que não tinha registro na polícia local e cruzou da Síria para a Turquia há pouco tempo.

Logo após a explosão, a Alemanha alertou seus cidadãos a evitarem pontos turísticos em Istambul. Pelo menos seis alemães estariam entre os feridos, segundo informou a rede de TV CNN na Turquia.

"O terrorismo internacional mostrou hoje, mais uma vez, sua face cruel e desumana. Nós precisamos agir decisivamente contra isso", disse a chanceler federal alemã, Angela Merkel, logo após o atentado.

Mais de 5 milhões de alemães visitaram a Turquia no ano passado - um sexto do total de turistas. O atentado é mais um revés para a já abalada indústria turística turca. Em outubro, um ataque atribuído ao "Estado Islâmico" deixou 103 mortos na capital Ancara. Desde então, a Turquia está em alerta máximo contra o terrorismo.

A União Europeia (UE) manifestou solidariadade para com a Turquia. "Condeno o brutal atentado terrorista em Istambul", escreveu o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk em sua conta no Twitter. A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, declarou que a UE e a Turquia "estão unidas contra todas as formas de terrorismo" e que os esforços conjuntos precisam sem ampliados.

FF/rtr/dpa/afp

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