Sobe para dez o total de alemães mortos em atentado na Turquia

Duas pessoas não resistem aos ferimentos causados pela explosão no centro histórico de Istambul. De Maizière afirma que ataque não visava especificamente alemães. Turquia detém um suspeito.

O Ministério do Exterior da Alemanha afirmou nesta quarta-feira (13/01), em Berlim, que subiu para dez o número de alemães mortos no atentado no centro histórico de Istambul na terça-feira. O ministério acrescentou que há sete alemães feridos, e que cinco continuam em tratamento intensivo.

Em Istambul, o ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, afirmou não haver sinais, até o momento, de que os alemães tenham sido alvo premeditado desse atentado, atribuído pelo governo turco a um cidadão sírio que seria membro do grupo extremista "Estado Islâmico".

"Na atual fase das investigações, não existe qualquer indicação de que o atentado visava alemães", disse o ministro no final de um encontro com o seu homólogo turco, Efkan Ala. "Não vejo qualquer razão para interromper ou renunciar a viagens normais [fora das regiões de conflito] à Turquia", acrescentou.

Ala anunciou que um suspeito de ligação com o atentado foi detido nesta terça-feira, logo depois do ataque. Ele acrescentou que o terrorista responsável pelo atentado foi identificado, e que o nome dele não estava nas listas de suspeitos de terrorismo. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque, que aconteceu no distrito de Sultanahmet, perto da Mesquita Azul e da Basílica de Hagia Sophia.

Mesmo sem confirmação oficial, a imprensa turca identificou o homem-bomba como Nabil Fadli, nascido em 1988 na Arábia Saudita, mas provavelmente de origem síria.

A polícia turca também prendeu três cidadãos russos na cidade de Antália nesta quarta-feira. Eles teriam ligações com o "Estado Islâmico". Nos últimos dois dias, a polícia turca prendeu 68 pessoas suspeitas de terem alguma ligação com o grupo jihadista, mas não foi divulgado se elas teriam algo que ver com o atentado.

AS/lusa/dpa/efe/afp

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