Terrorista teria entrado na Turquia como refugiado

Imprensa turca afirma que homem-bomba que matou dez turistas alemães entregou pedido de asilo em 5 de janeiro. Dedo encontrado no local do atentado teria ajudado na identificação do sírio Nabil Fadli.

O homem-bomba que matou ao menos dez turistas, todos alemães, no centro histórico de Istambul foi registrado na Turquia como refugiado sírio, relata a imprensa local nesta quarta-feira (13/01). A agência estatal de notícias Dogan e o diário Sabah divulgaram que o terrorista, identificado como Nabil Fadli, chegou a território turco vindo da Síria em 5 de janeiro.

As reportagens citam como fonte investigações policiais. Os investigadores identificaram o homem de 28 anos por meio de um dedo encontrado no local da explosão. As impressões digitais bateram com as tiradas quando ele entrou com pedido de asilo. Esta também é a razão pela rápida identificação do homem-bomba, escreveu o Sabah.

Nesta quarta-feira, as autoridades turcas anunciaram a detenção de cinco pessoas em conexão com o atentado de terça-feira. Nos últimos dois dias, a polícia turca prendeu 68 pessoas suspeitas de terem alguma ligação com "Estado Islâmico" (EI) - entre elas três russos e 15 sírios -, mas não foi divulgado se elas teriam algo a ver com o atentado.

Leal ao grupo extremista "Estado Islâmico", Fadli detonou explosivos perto do antigo obelisco egípcio de Teodósio, nas proximidades da Basílica de Santa Sofia (Hagia Sophia) e da Mesquita Azul. Apesar de diversos ataques ligados ao EI na Turquia recentemente, esta foi a primeira vez que turistas foram alvos dos jihadistas no país.

Em Istambul, o ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, afirmou não haver sinais, até o momento, de que os alemães tenham sido alvo premeditado desse atentado.

"Na atual fase das investigações, não existe qualquer indicação de que o atentado visava alemães", disse o ministro no final de um encontro com o seu homólogo turco, Efkan Ala. "Não vejo qualquer razão para interromper ou renunciar a viagens normais [fora das regiões de conflito] à Turquia", acrescentou.

PV/afp/dpa

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