Obama diz que acordo com Irã torna mundo mais seguro

Presidente dos EUA elogia "progressos históricos" graças à diplomacia, um dia após suspensão das sanções a Teerã. Ele reiterou, no entanto, que as diferenças entre os dois países continuam a existir.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou neste domingo (17/01) os "progressos históricos" realizados graças à diplomacia, um dia depois da entrada em vigor do acordo nuclear com o Irã e da troca de presos entre os dois países.

"Realizamos progressos históricos graças à diplomacia, sem passar por uma nova guerra no Médio Oriente", declarou em discurso feito na Casa Branca e transmitido pela televisão. "Isto demonstra o que podemos fazer com força, sabedoria, coragem e paciência", ressaltou Obama, agradecendo o papel da Suíça nas intensas negociações com o Irã sobre a troca de prisioneiros.

Segundo Obama, "trabalhar com o Irã em torno do acordo nuclear permitiu" aos EUA "estarem em melhor posição para enfrentar outros problemas". Ele disse também que o acordo torna o mundo mais seguro. "O Irã não vai ter nenhuma bomba atômica em suas mãos", garantiu.

O acordo nuclear entrou em vigor neste sábado, com a suspensão das sanções internacionais ao Irã, após a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) certificar que Teerã havia cumprido suas obrigações para garantir a natureza estritamente pacífica do seu programa nuclear, cumprindo os termos do tratado firmado com os EUA e outros cinco países em 14 de julho de 2015.

Simultaneamente, Teerã e Washington anunciaram uma troca inédita: quatro presos irano-americanos foram libertados pelo Irã e sete iranianos foram soltos pelos EUA.

Ainda assim, o presidente americano reiterou que continuam a existir "profundas diferenças" entre os dois países. "Continuamos firmes na nossa denúncia do comportamento desestabilizador do Irã", sublinhou, referindo-se às violações dos direitos humanos e ao programa de mísseis balísticos de Teerã.

Neste sábado, Washington anunciou novas sanções relacionados a este projeto. Cinco cidadãos iranianos e uma rede de empresas sediadas nos Emirados Árabes Unidos e na China foram incluídos na "lista negra" financeira do país.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, afirmou neste domingo que o acordo nuclear abre uma nova fase nas relações de Teerã com o mundo. O chefe de governo também considera o tratado como uma oportunidade de a economia do país diminuir sua dependência do petróleo.

MD/efe/afp/dpa/rtr/lusa

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