Comunidade internacional condena Coreia do Norte por foguete

Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão fazem coro contra plano de Pyongyang de lançar suposto satélite, que se acredita ser um teste de mísseis balísticos disfarçado. Premiê japonês fala em "grave provocação".

Países como Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão condenaram nesta quarta-feira (03/02) planos norte-coreanos de lançar um foguete com um satélite. O alerta foi emitido após três agências da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmarem que foram notificadas pela Coreia do Norte sobre sua intenção de lançar um "satélite de observação da Terra" entre os dias 8 e 25 de fevereiro.

Embora o país insista que o programa espacial tem apenas natureza científica, a comunidade internacional acredita se tratar de um teste de mísseis balísticos disfarçado, que se seguiria ao teste nuclear realizado por Pyongyang em janeiro.

Nesta quarta-feira, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou que tal lançamento constitui "uma clara violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU" e "uma grave provocação". Abe pediu que a Coreia do Norte abandone os planos de lançar o foguete.

Gen Nakatani, ministro de Defesa japonês, orientou que sistemas de defesa antimíssil do país fossem colocados em modo de alerta, citando a "possibilidade do lançamento de um míssil que chama de 'satélite' nos próximos dias". A ordem é abater qualquer ameaça ao território japonês.

A Coreia do Sul também alertou Pyongyang a cancelar imediatamente o lançamento, caso não queira pagar um "preço severo" por isso. Os planos da Coreia do Norte constituem "um desafio direto para a comunidade internacional", afirmou o país nesta quarta-feira, em nota.

A China se juntou ao coro dos países vizinhos e afirmou que "expressa sérias preocupações". O porta-voz do Ministério de Relações exteriores do país, Lu Kang, pediu que a Coreia respeite as restrições da ONU para uso de mísseis balísticos, mesmo que seja para fins pacíficos.

Os Estados Unidos afirmaram que continuam trabalhando com a comunidade internacional para ponderar suas ações em seguimento ao teste nuclear norte-coreano do mês passado. Sobre o lançamento, a Casa Branca disse, em nota, que não passa de "mais uma provocação irresponsável e uma clara violação de suas obrigações internacionais".

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia, por sua vez, afirmou que o país está profundamente preocupado com as intenções norte-coreanas, classificando-as como um "desrespeito chocante às normas de direito internacional universalmente reconhecidas".

As resoluções da ONU proíbem a Coreia do Norte de desenvolver ou testar a tecnologia de mísseis balísticos. O órgão impôs sanções ao país em dezembro de 2012, após Pyongyang lançar um foguete de longa distância. Por conta do teste nuclear realizado em janeiro - que o país garantiu se tratar de uma bomba de hidrogênio -, novas sanções estão sendo estudadas.

EK/afp/dpa/lusa/rtr

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