Governo alemão nega telefonema entre Merkel e papa

Na ligação, chanceler federal teria mostrado irritação com pontífice por ele comparar a Europa a uma mulher que não pode mais ter filhos. O incidente teria sido contado por Francisco a visitantes do Vaticano.

Berlim negou nesta terça-feira (09/01) uma suposta conversa telefônica em que a chanceler federal alemã, Angela Merkel, teria mostrado irritação com o papa Francisco. O porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, disse "que a chanceler não se lembra do telefonema com o papa", ressaltando que "normalmente ela aprecia extraordinariamente cada encontro com ele".

Segundo a edição desta segunda-feira do jornal italiano Corriere della Sera, o papa disse ter recebido uma ligação de Merkel, na qual a líder alemã o havia criticado por comentários sobre a Europa. "Ela estava um pouco irritada porque eu comparei a Europa a uma mulher estéril", teria dito o pontífice.

O telefonema seria uma reação de Merkel a um novembro de 2014, quando ele comparou a Europa a uma "avó", que "não é mais fértil e dinâmica".

"Ela me perguntou se eu realmente acreditava que a Europa não pode mais ter filhos", teria dito o pontífice, segundo o jornal. Ele, então, afirmou que respondeu que o continente certamente pode, "porque a Europa tem raízes fortes e profundas".

"Em seus momentos mais negros o continente mostrou que tem recursos inesperados", teria acrescentado Francisco. Segundo o Corriere della Sera, o papa contou a história a visitantes na Casa Santa Marta, no Vaticano.

O Vaticano não comentou o suposto telefonema, afirmando não caber a ele confirmar ou desmentir conversas privadas do papa com visitantes, segundo texto publicado no site da Rádio Vaticano.

MD/kna/afp/dpa

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