Hollande faz reforma ministerial e nomeia novo chanceler

Presidente francês convoca ecologistas e esquerdistas para compor governo com objetivo de aumentar chances de reeleição em 2017. Ex-premiê Jean-Marc Ayrault assume como novo chefe de diplomacia e agrada Berlim.

O presidente francês, François Hollande, anunciou nesta quinta-feira (11/02) novas mudanças no gabinete para aumentar sua chance de reeleição em 2017, ameaçada pela falta de popularidade e a insatisfação com as condições da economia e da segurança do país.

O ex-primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault, assumiu a chefia da diplomacia no lugar de Laurent Fabius - o membro mais antigo do gabinete de Hollande deixou o cargo nesta quarta para liderar o Conselho Constitucional francês.

O palácio do Eliseu considera Ayrault, que é professor de alemão, um bom conhecedor das "questões europeias e das relações França-Alemanha". O nome do novo chanceler foi bem recebido por Berlim. Ayrault tinha primeiro-ministro de Hollande entre 2012 e 2014 e deixou o governo com altos níveis de impopularidade.

Para ampliar sua base política, Hollande tenta uma reaproximação com os ecologistas, que tinham deixado o Executivo em 2014, quando Manuel Valls foi nomeado primeiro-ministro. O premiê sofreu críticas dos setores mais esquerdistas do Partido Socialista por favorecer empresas e por seu posicionamento mais rígido depois dos atentados de novembro do ano passado em Paris.

Mais nomeações

Emmanuelle Cosse, líder do partido ecologista EELV (Europe Écologie Les Verts), foi nomeada ministra da Habitação. Hollande também convocou dois dissidentes da legenda para atuarem como secretários de Estado. Jean-Michel Baylet, presidente do Partido Radical de Esquerda, assume o Ministério das Autoridades Locais.

Os ministérios das Finanças e da Economia não sofreram alterações. "Esse governo deve agir, reformar e seguir em frente", afirmou o presidente em pronunciamento na televisão.

As mudanças feitas por Hollande também têm a finalidade de desencorajar outros partidos de esquerda a se voltarem contra o seu governo. Na quarta, o líder do Partido de Esquerda, Jean-Luc Melenchon, que conquistou 11% dos votos nas eleições de 2012, anunciou sua candidatura à presidência.

KG/rtr/ots

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