OMS lança plano de US$ 56 milhões para combater zika

Objetivo da Organização Mundial da Saúde é acelerar produção de vacinas, diagnósticos e pesquisas sobre como a doença se dissemina. "Vírus foi de ameaça menor a uma de proporções muito sérias", alerta diretora-geral.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quarta-feira (17/02) um plano de ação para combater o vírus zika até junho, quando começa o inverno no Hemisfério Sul. Orçado em 56 milhões de dólares, o projeto prevê, entre outros pontos, acelerar a produção de vacinas, diagnósticos e pesquisas sobre como a doença se dissemina.

A verba inclui 25 milhões de dólares para a OMS e seu escritório regional. Os outros 31 milhões serão para financiar parceiros-chave da organização em alguns dos 39 países afetados pelo vírus, sobretudo nas Américas.

"A possível relação com complicações neurológicas e má-formações de nascença aumentaram rapidamente o perfil de risco do zika, que foi de uma ameaça menor a uma de proporções muito sérias", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, em referência aos casos de microcefalia no Brasil.

Na semana que vem, Margaret estará no Brasil para analisar as medidas relacionadas ao zika apoiadas pela OMS e tem na agenda uma reunião com o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

O lançamento do plano foi feito um dia depois de a OMS defender que países atingidos pelo vírus deveriam considerar novas maneiras de lutar contra o Aedes aegypti, incluindo o uso de mosquitos geneticamente modificados e de uma bactéria que infecta o inseto

"Dada a magnitude da crise do zika, a OMS encoraja regiões afetadas e seus parceiros a impulsionar o uso de formas tanto antigas quanto novas para controlar o mosquito como a linha de defesa mais imediata", disse a organização em comunicado. O Aedes aegypti, principal vetor do zika, foi descrito como "oportunista e persistente".

O surto se espalhou rapidamente pela América Latina e levou a OMS a decretar emergência sanitária mundial por causa do elevado número de casos de microcefalia e de outras complicações neurológicas no Brasil, possivelmente relacionados ao zika.

O Ministério da Saúde informou hoje que investiga 3.935 casos suspeitos de microcefalia. Até o dia 13 de fevereiro, 837 casos foram descartados de um total de 5.280 notificações de estados e municípios ao governo federal.

Os números foram divulgados pelo secretário de Vigilância em Saúde, Antônio Carlos Nardi, durante a Reunião Internacional para Implementação de Novas Alternativas para o Controle do Aedes aegypti. O boletim epidemiológico completo deve sair na tarde de hoje.

O boletim anterior indicava um total de 462 casos confirmados de bebês que nasceram com microcefalia, sendo 41 deles relacionados à infecção pelo vírus zika.

RPR/rtr/ots

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