Papa condena exploração de trabalhadores

No último dia da viagem ao México, Francisco se reúne com empresários e sindicalistas. Papa visita ainda presídio e celebra missa na fronteira com os Estados Unidos, na qual lembra crise migratória.

Em sua última parada da viagem de cinco dias ao México, o papa Francisco criticou nesta quarta-feira (17/02) o capitalismo e a exploração dos trabalhadores. O pontífice também visitou uma prisão na Ciudad Juárez que faz fronteira com os Estados Unidos.

"O fluxo do capitalismo não pode decidir o fluxo das pessoas", disse Francisco durante um encontro com empresários e sindicalistas. O pontífice denunciou a "exploração de trabalhadores como se fossem objetos para serem usados e descartados" e condenou a mentalidade que defende "o maior lucro possível imediato e a qualquer custo".

A Ciudad Juárez é um importante centro industrial com muitas multinacionais que produzem bens para os Estados Unidos. A cidade é uma das mais violentas do mundo devido ao tráfico de drogas, além de ser um ponto importante para mexicanos, latino-americanos e asiáticos que tentam chegar aos EUA ilegalmente.

O papa visitou ainda um presídio onde há 3 mil detidos por tentarem cruzar a fronteira americana ilegalmente. A penitenciária da Ciudad Juárez já foi considerada uma das mais perigosas da América Latina e recebe também mulheres.

"O problema da insegurança não se resolve apenas pela detenção, mas constituiu um apelo à ação para enfrentar as causas estruturais e culturais da insegurança", disse Francisco aos presos e criticou prisões que procuram evitar que pessoas cometam delitos, ao invés de promover a reabilitação.

Crise migratória

Na Ciudad Juárez, o papa encerrou sua viagem ao México com uma missa realizada a cerca de 80 metros da fronteira com os Estados Unidos. Durante a celebração, Francisco denunciou a tragédia humana daqueles que são obrigados a emigrar no mundo inteiro.

"Não podemos negar a crise humanitária que nos últimos anos causou a migração de milhares de pessoas", ressaltou o pontífice.

Em seus cinco dias no México, o papa visitou regiões marginalizadas, onde predominam a violência e a exclusão.

CN/rtr/lusa/dpa/efe

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