Colômbia já tem mais de 37 mil casos de zika

País é o segundo com mais infecções do vírus, atrás apenas do Brasil. Apesar da confirmação de que 6 mil grávidas têm ou tiveram a doença, não há casos de microcefalia associados.

O governo colombiano anunciou neste sábado (20/02) novas cifras sobre o avanço do zika no país, que apontam um aumento de 17,2% no número de infecções na última semana, para 37 mil casos.

Dos infectados, 6.356 são mulheres grávidas - um aumento de 26% em relação à semana anterior. Na Colômbia, porém, ainda não foram relatados casos de microcefalia associados ao vírus zika.

A Colômbia é o segundo país com mais casos de zika na América Latina, atrás apenas do Brasil. O país, a exemplo de outros afetados pela doença, vem enfrentando dificuldades de monitorar os padrões de transmissão.

Ainda são desconhecidos muitos detalhes sobre o zika, como se o vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti realmente provoca microcefalia, uma malformação cerebral em bebês.

Na sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) admitiu que "tudo o que tem a ver" com o surto do zika e sua possível relação com casos de microcefalia "é difícil", porque ainda não há entendimento sobre a causa e faltam testes eficientes de diagnóstico.

"Não entendemos a causa, não dispomos de bons diagnósticos e não temos maneira de confirmar, com exatidão, se as pessoas estiveram infectadas no passado", declarou o diretor para emergências de saúde da OMS, Bruce Aylward.

Na semana que vem, Aylward viajará ao Brasil acompanhando a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. Ela se reunirá com autoridades em Brasília e depois irá para o Recife, que fica numa das regiões mais expostas à doença.

O Brasil ainda investiga a relação entre o vírus e cerca de 4 mil casos de microcefalia. Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos aproximadamente 500 casos confirmados de microcefalia no país estão ligados a infecções por zika.

RPR/ap/efe/rtr

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