Documentário sobre Lampedusa recebe Urso de Ouro em Berlim

Fernanda Azzolini

"Fuocoammare", do cineasta Gianfranco Rosi, mostra a realidade da pequena ilha na Itália, um dos símbolos da atual crise migratória. É a primeira vez em seis décadas que um documentário leva o maior prêmio da Berlinale.

O documentário Fuocoammare (Fogo no mar, em tradução livre), do italiano Gianfranco Rosi, foi o grande vencedor do 66º Festival Internacional de Cinema de Berlim. Assim como o tema central da Berlinale deste ano, o documentário também foca na crise migratória, e mostra a situação sob o olhar dos moradores da pequena ilha italiana de Lampedusa.

Durante o anúncio, a presidente do júri, Meryl Streep, chamou o filme de "o coração da Berlinale". A produção franco-italiana faz um contraste entre a idílica ilha italiana e a realidade daqueles que tentam fazer a travessia perigosa pelo Mediterrâneo.

O cineasta reúne depoimentos emocionantes e mostra como a chegada dos refugiados alterou a vida dos moradores, além de imagens fortes dos resgates.

Gianfranco Rosi dedicou o Urso de Ouro aos moradores da ilha que "mostraram grande humanidade em face ao número de refugiados que chegavam". E acrescentou que os pensamentos dele estão com todos aqueles que não conseguiram chegar ao que chamou de a "ilha da esperança".

É a primeira vez em mais de seis décadas que um documentário ganha o prêmio principal da Berlinale. Fuocoammare também ganhou o prêmio da Anistia Internacional e do Júri Ecumênico.

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