Atentados reivindicados pelo EI deixam 140 mortos na Síria

Ataques reivindicados pelo "Estado Islâmico" miram redutos aluitas e xiitas em Homs e Damasco. Em Amã, Kerry anuncia acordo provisório sobre trégua no conflito.

Ao menos 150 pessoas morreram neste domingo (21/02) na Síria em uma série de atentados reivindicados pelo grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) em áreas controladas pelo regime do presidente Bashar al-Assad.

Os ataques aconteceram em regiões de maioria xiita ou alauita (uma ramificação do xiismo), alvos frequentes do "Estado Islâmico", um grupo radical sunita.

Homs, a terceira maior cidade do país, foi atingida pelo mais sangrento atentado lá ocorrido desde 2011, com 59 mortos e dezenas de feridos, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, uma organização não-governamental baseada em Londres.

O ataque foi executado com dois carros-bomba, que explodiram no bairro central de Zahraa. Essa região, cujos residentes são da minoria alauita de Assad, é alvo frequente de ataques.

No sul de Damasco, a explosão de um carro-bomba, seguida de dois atentados suicidas, deixou 83 pessoas mortas perto do santuário xiita de Sayyida Zeinab, noticiou a agência síria de notícias Sana, enquanto o observatório contabilizou 96 mortos. Segundo a agência, que cita a polícia, 178 pessoas, entre elas crianças, ficaram feridas.

O enviado das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, emitiu um comunicado condenando os atentados.

Também no domingo, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, anunciou em Amã um acordo provisório com a Rússia sobre as condições para uma trégua que, segundo ele, poderá começar nos próximos dias.

AS/lusa/afp/ap

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