Cessar-fogo entra em vigor na Síria

Trégua estipulada por EUA e Rússia começa a valer, mas organizações terroristas "Estado Islâmico" e Frente al-Nusra não aderem. Início é precedido de série de combates.

O cessar-fogo aceito pelo governo de Damasco e a principal aliança opositora entrou em vigor à meia-noite (horário local) deste sábado (26/02), como estipula o acordo feito por Estados Unidos e Rússia. Da trégua estão excluídas as organizações terroristas "Estado Islâmico" (EI) e a Frente al-Nusra, ramificação síria da Al Qaeda.

Os diferentes grupos armados tinham até o meio-dia desta sexta-feira para comunicar a Washington e Moscou sua posição. A Frente al-Nusra, ligada à Al Qaeda, não só rejeitou o acordo como instou insurgentes a intensificarem os ataques contra o regime de Bashar al-Assad e seus aliados.

O líder do grupo, Abu Mohamad al-Golani, disse em uma mensagem de áudio veiculada pela Orient News TV que, se a guerra na Síria não for resolvida, suas consequências vão se espalhar para muçulmanos sunitas em outras partes da região.

Ataques aéreos intensos foram registrados em áreas controladas por rebeldes a leste de Damasco, à medida que os combates continuaram em grande parte do oeste da Síria, horas antes da entrada em vigor da trégua.

A organização de monitoramento Observatório Sírio para os Direitos Humanos registrou ao menos dez operações aéreas e disparos de artilharia contra a cidade de Douma, em Ghouta Oriental, perto de Damasco.

Equipes de resgate na região controlada por rebeldes, em relatos via Twitter, disseram que havia mortes confirmadas de civis, mas não detalharam quantas.

A Comissão Suprema para as Negociações (CSN), a maior coalizão opositora, confirmou em comunicado que "os grupos da oposição moderada armada" se comprometiam a respeitar a trégua, que durará duas semanas.

Segundo a CSN, um total de 97 facções pediu que a trégua fosse adotada. Dentro da organização se encontram algumas das principais facções armadas da Síria.

O mediador da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, anunciou nesta sexta-feira a intenção de convocar uma nova rodada de negociações entre o regime e a oposição para o próximo dia 7 de março, se a trégua for de fato respeitada.

RPR/rtr/ap/efe

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