Congresso aprova reformas na Fifa

Federação aprova mudanças mais profundas em 112 anos de história, com objetivo de deixar para trás escândalos e se tornar mais confiável. Mandato de presidente é limitado a três períodos de quatro anos.

Os delegados das federações nacionais de futebol, presentes no congresso extraordinário da Fifa em Zurique, aprovaram por ampla maioria nesta sexta-feira (26/06) um pacote de reformas que visa restabelecer a credibilidade da instituição, abalada por escândalos de corrupção.

O pacote estabelece pela primeira vez um limite para a permanência do presidente no cargo. Ele poderá ser reeleito para no máximo três mandatos consecutivos de quatro anos.

O presidente e os membros dos escalões mais altos da Fifa deverão ser fiscalizados com mais rigidez e terão menos influência na administração dos negócios da entidade. Além disso, o valor de seus salários será tornado público.

O eixo central das mudanças é a divisão entre as atividades política e executiva-comercial. O cargo máximo da entidade foi alterado para funcionar como um presidente de conselho de uma corporação, fornecendo orientações estratégicas, mas com menos poderes executivos.

O atual comitê executivo da entidade, rebatizado de conselho da Fifa, funcionará como um conselho de diretores de uma empresa e contará com 36 membros.

O secretário-geral, que anteriormente era a segunda maior autoridade, atuará como presidente executivo, ficando responsável pela parte comercial e deixando a área política para o novo conselho, que será eleito pelos membros e deverá incluir ao menos seis mulheres.

Há também medidas para melhorar a transparência das finanças da instituição.

As medidas foram desenvolvidas desde junho por um comitê da Fifa liderado pelo advogado suíço François Canard, que há uma década liderou uma iniciativa semelhante no Comitê Olímpico Internacional. O pacote de reformas foi aprovado por 179 votos (87%) a favor, 22 contra e seis abstenções.

RC/rtr/afp/dpa/ap

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