Polícia mata duas extremistas após ataque em Istambul

Imagens mostram as duas mulheres abrindo fogo e atirando granada contra ônibus policial próximo a uma base da corporação. Série de atentados em seu território mantém a Turquia há meses em estado de alerta.

A polícia turca matou duas mulheres extremistas, após um ataque contra um ônibus policial em Istambul, nesta quinta-feira (03/03). Imagens da agência estatal de notícias Dogan mostram uma delas abrindo fogo contra o veículo, enquanto a outra arremessava uma granada. As mulheres atacaram o veículo da polícia de choque que se dirigia em direção à entrada do quartel no distrito de Bayrampasa.

A polícia revidou e atingiu uma das mulheres, que conseguiram se refugiar num edifício próximo, segundo a emissora CNN. Citando fontes policiais, a agência estatal de notícias Anadolu informou que a polícia invadiu um apartamento e conseguiu "neutralizar" as duas agressoras, que não tiveram suas identidades e nem filiações divulgadas.

O prefeito de Istambul, Vasip Sahin, comunicou que dois policiais foram feridos - um por vidro quebrado durante o ataque ao ônibus e outro durante a operação no edifício. Forças especiais foram enviadas à área para garantir a segurança dos moradores. A televisão turca transmitiu imagens de policiais à paisana e coletes a prova de balas fechando o quartel policial.

Por ora, o ataque não foi reivindicado por nenhuma organização radical. O Partido/Frente Revolucionária de Libertação do Povo (DHKP-C), considerado uma organização terrorista por EUA, União Europeia e Turquia, cometeu recentemente ataques semelhantes em delegacias em Istambul.

Uma série de atentados em seu território tem colocado a Turquia em estado de alerta há meses. Em fevereiro, 29 pessoas foram mortas numa explosão de um carro-bomba que tinha como alvo um comboio militar em Ancara. O ataque foi reivindicado pelo grupo Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), uma dissidência mais radical do proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Nos últimos anos, houve quatro ataques a bomba atribuídos ao grupo jihadista "Estado Islâmico" (EI), incluindo o mais sangrento da história moderna da Turquia, que matou 103 pessoas em Ancara, em outubro.

PV/dpa/ap/rtr/afp

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