Protestos furiosos contra Donald Trump

Em Chicago, opositores do bilionário impedem sua participação em evento universitário. Cancelamento ocorre no mesmo dia em que 32 pessoas foram presas em protestos durante outro comício em Saint Louis, no Missouri.

Milhares de pessoas protestaram contra a participação do controverso pré-candidato republicano às eleições americanas Donald Trump em evento eleitoral na Universidade de Illinois, em Chicago, na noite de sexta-feira (11/03).

De acordo com o canal de notícias americano CNN, por volta de 8.500 a 10.000 pessoas se encontravam dentro do ginásio onde deveria se realizar o comício. Preocupações de segurança levaram ao cancelamento do evento.

"Donald Trump acabou de chegar a Chicago e determinou que, para a segurança de milhares de pessoas que se reuniram no ginásio, hoje, o evento vai ser cancelado", informaram os organizadores do comício em comunicado.

Meia hora antes do adiamento do evento, milhares de simpatizantes do candidato republicano disputavam o espaço com manifestantes contrários a Trump no interior do Pavilhão de Chicago da Universidade de Illinois. Quando foi anunciado o cancelamento, manifestantes começaram a vaiar Trump. Com isso, houve um início de briga entre os simpatizantes e os manifestantes.

O conflito só terminou com a chegada da polícia. Imagens de TV mostraram policiais a cavalo, expulsando manifestantes do prédio. Não houve feridos nem prisão de envolvidos no tumulto.

Do lado de fora do pavilhão, os manifestantes contrários a Trump organizaram uma marcha pelas ruas de Chicago. No entanto, a marcha foi desfeita em razão do bloqueio das ruas pela polícia.

O cancelamento do comício ocorre no mesmo dia em que 32 pessoas foram presas em protestos durante outro comício de Trump, ocorrido no Peabody Opera House, em Saint Louis, no estado de Missouri. Dentro do Peabody Opera House, manifestantes interromperam Trump oito vezes, com vaias e gritos.

Nas últimas semanas, Trump vem polarizando a campanha pré-eleitoral americana mais do que qualquer outro candidato com tiradas populistas contra muçulmanos, imigrantes e mulheres. Apesar de ter iniciado a sua campanha como um azarão, o bilionário está hoje à frente na disputa à nomeação como representante do Partido Republicano nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

CA/rtr/afp/dpa/abr

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