Putin ordena retirada de maioria de militares russos da Síria

Presidente russo diz que objetivo da intervenção foi alcançado e que Rússia intensificará seu papel nas negociações de paz. Assad confirma que retirada é de comum acordo.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou nesta segunda-feira (14/03) o início da retirada das forças militares russas da Síria. De acordo com o Kremlin, a intervenção militar no país árabe alcançou seus objetivos.

Em reunião com ministros em Moscou, Putin disse que o processo deve começar nesta terça-feira. Ele afirmou que a Rússia deve intensificar seu papel no processo de paz para dar um fim ao conflito sírio.

"A tarefa apresentada para o ministro da Defesa e as Forças Armadas foi completamente cumprida", disse Putin. "Assim, ordeno que o ministro da Defesa comece a retirar a maioria das nossas forças da Síria."

Segundo o Kremlin, Putin telefonou para o ditador sírio, Bashar al-Assad, para informar sua decisão. Assad teria agradecido a ajuda prestada na "luta contra o terrorismo" e a assistência humanitária a civis.

A presidência síria confirmou que a "redução" das forças russas no país árabe foi acertada em telefonema entre Assad e Putin. Em comunicado, o regime sírio afirmou que ambas as partes resolveram "diminuir o efetivo das forças aéreas russas na Síria, em conformidade com a situação atual no terreno".

A base aérea russa de Hemeimeem, na província síria de Latakia, e um espaço naval no porto de Tartous vão continuar a operar. Segundo Putin, elas continuarão sendo defendidas "por terra, mar e ar".

A Rússia iniciou a intervenção aérea na Síria em 30 de setembro, a pedido de Assad. A presença russa fortaleceu decisivamente o regime, que recuperou territórios dominados pelos rebeldes.

A retirada se dá em meio às negociações para um cessar-fogo entre o regime e os rebeldes, mediadas pela ONU em Genebra, na Suíça.

O cessar-fogo na Síria está em vigor desde 27 de fevereiro, apesar de as forças de Assad e rebeldes trocarem acusações sobre violações. O grupo "Estado Islâmico" (EI) e a Frente al-Nusra, ligada à Al Qaeda, não foram incluídos no acordo.

KG/rtr/dpa/ap

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