Polícia belga busca suspeito após operação antiterrorismo

Ao menos um homem teria atirado contra policiais durante uma batida em Bruxelas, ferindo três deles. Operação em conjunto com forças de segurança francesas é ligada a atentados de Paris de novembro do ano passado.

Autoridades belgas estão à procura de ao menos um homem que disparou tiros contra policiais numa operação antiterrorismo em Bruxelas nesta terça-feira (15/03), ligada aos ataques terroristas de 13 de novembro do ano passado em Paris. Três policiais ficaram feridos.

Uma área no sul da capital belga foi bloqueada pela polícia, que pediu aos moradores que ficassem em casa. Escola e creches próximas ao local do tiroteio foram fechadas, na comuna de Forest, próxima a Molenbeek, onde viviam várias pessoas ligadas aos ataques em Paris.

O prefeito de Forest, Marc-Jean Ghyssels, disse ao jornal Le Soir que duas pessoas barricaram-se num apartamento e que ainda não estava claro quantas estão em fuga. Testemunhas ouviram tiros quando policiais cercaram a rua onde a batida foi realizada.

Um porta-voz da polícia disse, em condição de anonimato, que ainda não foi esclarecido se os policiais foram atingidos por balas ou se foram feridos de outra maneira.

Segundo uma fonte policial citada pela agência de notícias AFP, um dos principais suspeitos dos ataques de novembro passado, o foragido Salah Abdeslam, não era o alvo da batida policial desta terça-feira. "A operação teve como alvo pessoas ligadas a um ou vários dos 11 belgas que foram acusados", disse.

O ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, afirmou que unidades da polícia francesa também estavam participando da operação em Bruxelas. Investigadores acreditam que grande parte do planejamento dos ataques de 13 de Novembro, que deixaram 130 mortos, tenha sido realizada na capital belga, por jovens franceses e belgas. Alguns deles teriam lutado na Síria.

O muçulmanos compõem cerca de 5% da população de 11 milhões de habitantes da Bélgica. Trata-se do país europeu com a maior taxa de adesão de cidadãos à militância islâmica na Síria.

LPF/rtr/ap

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