Obama nomeia juiz considerado moderado para a Suprema Corte dos EUA

  • Nicholas Kamm/AFP

    O juiz Merrick Garland (ao centro), 63, discursa nos jardins da Casa Branca, em Washington (EUA), após ser nomeado para a Suprema Corte dos Estados Unidos pelo presidente Barack Obama (à direita)

    O juiz Merrick Garland (ao centro), 63, discursa nos jardins da Casa Branca, em Washington (EUA), após ser nomeado para a Suprema Corte dos Estados Unidos pelo presidente Barack Obama (à direita)

Escolha do moderado Merrick Garland, em plena campanha eleitoral, irrita republicanos, que prometem não aprovar nomeação no Congresso. Oposição queria que escolha fosse feita pelo futuro presidente.

O presidente Barack Obama nomeou nesta quarta-feira (16) Merrick Garland, com histórico de apoio a democratas e republicanos, como juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos.

Considerado um juiz moderado, Garland vai substituir o conservador Antonin Scalia, que morreu em fevereiro. A decisão tem potencial para acirrar a disputa com republicanos, em meio à campanha para as eleições presidenciais de novembro.

O juiz de 63 anos é graduado pela Universidade de Harvard e comanda a Corte de Apelação do distrito de Columbia.

"Selecionei um candidato que é amplamente reconhecido não apenas como uma das mentes jurídicas mais afiadas da América, mas como alguém que traz para o seu trabalho um espírito de decência, modéstia, integridade, imparcialidade e excelência", disse Obama na Casa Branca.

A aprovação do Senado é necessária para que Garland assuma o cargo vitalício. Senadores republicanos, no entanto, sinalizam que não vão aprovar nenhum candidato escolhido por Obama neste ano. Eles querem que o cargo fique vago até a eleição do novo presidente americano, que faria então a escolha.

O líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, disse que Obama tenta politizar a escolha do novo juiz da Suprema Corte em época de campanhas presidenciais.

"Parece claro que Obama fez essa nomeação não com a intenção de ver um candidato confirmado, mas para politizar o processo com fins de eleição", afirmou.

A entrada de Garland na Corte de Apelação de Columbia foi aprovada em 1997, com maioria de votos tanto de republicanos quanto de democratas.

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