EUA dizem que "Estado Islâmico" cometeu genocídio

Kerry reconhece que grupo terrorista tenta dizimar minorias cristãs e yazidis, além de muçulmanos xiitas na Síria e no Iraque. Medida não deixa claro se serão tomadas novas ações para combater os extremistas.

O secretário de Estado americano, John Kerry, disse nesta quinta-feira (17/03) que o Estado Islâmico (EI) pratica genocídio contra minorias cristãs e yazidis e contra muçulmanos xiitas no Iraque e na Síria.

"O fato é que o Daesh [termo árabe para o EI] mata cristãos por serem cristãos. Yazidis por serem yazidis. Xiitas por serem xiitas", afirmou Kerry, que acusou os terroristas de crimes contra a humanidade e limpeza étnica. "A visão de mundo do grupo é baseada em eliminar aqueles que não seguem a sua ideologia perversa."

O Congresso americano vinha pressionando a Casa Branca a apresentar uma investigação sobre a prática de genocídio envolvendo o EI. As conclusões do relatório são baseadas em informações do Departamento de Estado e dos serviços de inteligência.

Apesar de reconhecer a prática, Washington não é legalmente obrigado a tomar ações específicas. Kerry disse que os EUA vão fazer o possível para desmobilizar o grupo, mas não deixou claro se haveria mudanças nas estratégias militares das forças americanas na Síria e no Iraque.

Os EUA têm lançado ataques aéreos contra o grupo, mas não se comprometeu a enviar soldados para combate por terra.

A última vez que o governo americano reconheceu um genocídio foi em 2004, no conflito de Darfur, no Sudão.

KG/rtr/dpa

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