Procuradoria belga identifica cúmplice dos ataques de Paris

Suspeito até então conhecido como Sufiane Kayal chama-se na verdade Najim Laachraoui e continua desaparecido. Identificação é feita após detenção de Salah Abdeslam, formalmente acusado de terrorismo.

A procuradoria federal belga afirmou nesta segunda-feira (21/03) que descobriu a verdadeira identidade de um dos possíveis cúmplices dos atentados terroristas de Paris, em novembro de 2015, e que até então era conhecido sob um nome falso. A identificação se deu por testes de DNA.

O suposto cúmplice foi identificado como Najim Laachraoui, de 24 anos, até então conhecido pelo nome falso de Sufiane Kayal. A Justiça belga divulgou uma foto do suspeito e lançou um novo apelo a pessoas que possam ajudar na sua localização.

Segundo o comunicado da procuradoria federal belga, o suspeito teria alugado, usando a identidade falsa, uma casa em Auvelais, no sul da Bélgica, onde teriam sido preparados os atentados de 13 de Novembro em Paris. Laachraoui é também suspeito de ter estado em contato telefônico com membros do comando terrorista na noite de 13 de Novembro.

Além disso, o suspeito estava num carro que foi abordado por policiais em 9 de setembro de 2015 na fronteira austro-húngara, viajando com Salah Abdeslam e Mohamed Belkaïd, um argelino de 35 anos que foi morto numa operação policial, na terça-feira passada, em Forest, um distrito de Bruxelas. Os acompanhantes de Abdeslam usavam as identidades falsas de Sufiane Kayal e Samir Bouzid.

Promotores disseram que o DNA de Laachraoui foi encontrado na casa alugada em Auvelais, num outro esconderijo no distrito de Schaerbeek, em Bruxelas, e em explosivos usados em Paris.

A identificação de Laachraoui foi feita após a captura, na sexta-feira, de Abdeslam, no distrito de Molenbeek, em Bruxelas, após mais de quatro meses em fuga. Abdeslam foi formalmente acusado de homicídios terroristas e de participação nas atividades de um grupo terrorista.

Os atentados de 13 de Novembro em Paris, reivindicados pelo grupo extremista "Estado Islâmico" (EI), deixaram 130 mortos e mais de 300 feridos.

AS/lusa/afp/ap

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