Obama chega à Argentina para visita de dois dias

Viagem visa relançar relações com país sul-americano depois de mais de uma década de distanciamento entre as duas nações. Presidente dos EUA participa de cerimônias que marcam os 40 anos do golpe militar argentino.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou nesta quarta-feira (23/03) a Buenos Aires para uma visita de dois dias, com o objetivo de restabelecer a confiança mútua e a cooperação entre os dois países.

O avião presidencial Air Force One pousou, trazendo Obama e sua família, no aeroporto de Ezeiza vindo de Havana, Cuba.

A visita de Obama ocorre no âmbito do relançamento das relações com a Argentina e para impulsionar o comércio bilateral, depois de mais de uma década de distanciamento entre os dois países.

Para esta quarta-feira, é prevista uma reunião de Obama com o presidente da Argentina, Mauricio Macri, seguida de uma entrevista coletiva conjunta. São programadas durante o encontro assinaturas de acordos e convênios de cooperação sobre energia nuclear, infraestrutura, comunicações, educação, energia, direitos humanos e agronegócio, entre outros.

Na quinta-feira, dia dos 40 anos do golpe de Estado de março de 1976, está agendada uma homenagem às vítimas da ditadura, quando Obama visita o Parque da Memória, que lembra os milhares de desaparecidos durante o regime militar.

Protocolos de uma reunião de 1970 entre o então secretário de Estado americano, Henry Kissinger, e o então ministro do Exterior da Argentina parecem mostrar Kissinger dando sua aprovação para a repressão aos dissidentes, como parte dos esforços da Guerra Fria para afastar a ameaça comunista.

Protestos

Obama prometeu na semana passada disponibilizar os documentos da CIA e do FBI relacionados ao regime militar argentino.

Há notícias de que academias militares dos EUA treinaram militares da Argentina e de outros regimes latino-americanos em técnicas de tortura.

Partidos políticos de esquerda anunciaram protestos em Buenos Aires e Bariloche, cidade onde Obama tem programada visita na quinta-feira. Eles afirmam que a presença de um líder dos EUA na época do aniversário do golpe é um desrespeito às famílias dos milhares que foram assassinados ou que desapareceram.

O chefe de governo americano permanecerá na Argentina após o fim da visita oficial, com sua mulher, as duas filhas do casal e sua sogra, numa viagem privada à Patagônia.

Devido aos atentados de terça-feira em Bruxelas, a Argentina decidiu aumentar o nível de alerta de segurança da visita de Obama. Cerca de três mil policiais participam do esquema de segurança.

MD/lusa/dpa/rtr/afp/ap

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