Polícia faz batida na sede da Uefa na Suíça

Autoridades cumprem mandado de busca e apreensão na confederação europeia de futebol, em meio a denúncias relacionadas ao atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, com base nos "Panama Papers".

A polícia suíça realizou nesta quarta-feira (06/04) uma operação de busca e apreensão na sede da Uefa, a confederação europeia de futebol, em meio a denúncias relacionadas ao escândalo conhecido como "Panama Papers".

O nome do suíço Gianni Infantino, ex-secretário-geral da Uefa e atual presidente da Fifa, apareceu relacionado a uma empresa citada no "Panama Papers", escândalo de ocultação de dinheiro por meio de offshores, que envolve políticos, empresários e celebridades.

O objetivo da batida policial na cidade de Nyon foi obter os contratos da entidade com emissoras de televisão equatorianas, pelo direito de transmissão da Liga dos Campeões - maior torneio de clubes da Europa.

A própria Uefa confirmou, por meio de comunicado, a presença dos agentes em seus escritórios. A entidade garantiu que todos os dados foram entregues, e que haverá colaboração total com as investigações.

Os chamados "Panama Papers" lançaram luz sobre os arranjos financeiros de políticos e figuras públicas de renome e as companhias e instituições financeiras que utilizam para tais atividades.

Com base neles, reportagens de veículos de comunicação apontam que Infantino assinou contrato com dois empresários argentinos, Hugo e Mariano Jinkis, que mais tarde foram indiciados nos Estados Unidos.

Segundo as reportagens, Infantino, à época dirigente da Uefa, assinou um contrato com os argentinos para os direitos de transmissão da Liga dos Campeões. A dupla, que era dona de uma empresa argentina chamada Cross Trading, em seguida, supostamente vendeu os direitos por um preço quase três vezes maior para a Teleamazonas, emissora no Equador.

"Estou consternado e não aceitarei que minha integridade seja posta em dúvida por certas áreas da mídia, especialmente dado que a Uefa já divulgou em detalhes todos os fatos relativos a estes contratos", se defendeu Infantino em comunicado.

RPR/rtr/dpa/efe

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