Suspeito admite participação em ataque em Bruxelas

Promotores belgas confirmam que Mohamed Abrini seria o terceiro terrorista presente no atentado ao aeroporto da capital. Ele também teria envolvimento nos ataques em Paris, em novembro.

Os promotores belgas confirmaram neste sábado (09/04) que o suspeito identificado como Mohamed Abrini seria o terceiro homem envolvido no ataque ao aeroporto de Bruxelas, no dia 22 de março.

Abrini, preso pela polícia nesta sexta-feira, teria confessado ser o homem que aparece nas imagens das câmeras de segurança junto a Ibrahim el-Bakraoui e Najim Laachraoui, os dois terroristas mortos no ataque ao aeroporto.

O homem, que vestia um chapéu branco, teria deixado o local sem detonar os explosivos que carregava, que, mais tarde, foram encontrados no aeroporto.

"Nós o confrontamos com evidências em vídeo preparadas por nossa unidade especial", afirmou um porta-voz da Promotoria. "Ele admitiu ser ele nas imagens", informou.

O belga, de 41 anos, era o principal foragido dos atentados de 13 de Novembro em Paris. Ele estava na lista dos mais procurados na Europa, após ser visto em imagens de uma câmera de segurança em um posto de gasolina na França, ao lado de Salah Abdeslam, o principal suspeito dos ataques de Paris, preso duas semanas antes dos atentados na capital belga.

Abrini e outros quatro suspeitos detidos nas últimas horas foram indiciados por promotores belgas por participação em ações terroristas.

Um dos indiciados é o sueco identificado como Osman K. Acredita-se que ele seja Osman Krayern, da cidade de Malmo, que teria viajado à Síria para lutar em grupos extremistas.

Krayern teria, supostamente, comprado as malas utilizadas nos ataques de Bruxelas, além de ter sido visto na estação de metrô de Maalbeek, antes que o terrorista suicida Khalid el-Bakraoui detonasse explosivos no local.

Os outros suspeitos indiciados pelos promotores belgas foram identificados como Bilal E.M. e Hervé B.M., este último, de nacionalidade ruandesa.

Os indiciamentos ocorrem após uma série de prisões que trouxeram à luz a conexão entre a célula terrorista por trás dos ataques em Bruxelas e Paris e a organização extremista "Estado Islâmico" (EI). Muitos dos que participaram dos ataques teriam passado algum tempo no território da organização na Síria.

RC/afp/ap/dpa/rtr

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