Suspeito dos atentados de Paris teria informações sobre central nuclear alemã

Jornais afirmam que Salah Abdeslam teria coletado material de internet sobre uma instalação nuclear na Alemanha, mas autoridades alemãs negam a informação.

Documentos encontrados no apartamento de Bruxelas de Salah Abdeslam sugerem que o suposto terrorista estava juntando informações sobre uma instalação nuclear na Alemanha, afirmou nesta quinta-feira (14/04) a RedaktionsNetzwerk Deutschland (RND), redação central do grupo midiático Madsack, com mais de 30 jornais diários na Alemanha.

Considerado o único sobrevivente entre os autores dos ataques terroristas de 13 de Novembro em Paris, Abdeslam teria impresso artigos de internet sobre o Centro de Pesquisas Jülich, uma instalação no estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália que armazena material nuclear. A RND informou que uma fotografia do chefe-executivo do centro de pesquisa, Wolfgang Marquardt, também foi encontrada no apartamento.

O Departamento Federal de Proteção da Constituição (BfV) da Alemanha negou as informações, afirmando não ter conhecimento de que documentos sobre o Centro de Pesquisas Jülich tenham sido encontrados no apartamento de Abdeslam. Deputados que, segundo a RND, teriam sido informados do caso pelo BfV também negaram a informação.

A revelação ocorre em meio a renovadas preocupações sobre a possibilidade de membros da organização terrorista "Estado Islâmico" (EI) terem acesso a armas nucleares. No início deste mês, o presidente dos EUA, Barack Obama, pediu a líderes mundiais que garantam a segurança nuclear em face de uma crescente ameaça terrorista internacional, durante discurso na Cúpula sobre Segurança Nuclear, em Washington.

Abdeslam, filho de pais marroquinos, mas nascido e criado na Bélgica, foi preso em 18 de março em Bruxelas. Quatro dias depois, ataques suicidas resultaram na morte de 32 pessoas no aeroporto internacional e numa estação de metrô da cidade. Abdeslam, de 26 anos, está numa prisão de Bruxelas e aguarda a extradição para a França devido ao seu envolvimento nos ataques de 13 de Novembro. Ele tem a cidadania francesa.

PV/rtr/afp

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