Arco de Palmira destruído pelo EI é exposto em Londres

Réplica do monumento sírio de 2 mil anos, destruído durante a ocupação do "Estado Islâmico" na cidade histórica, é inaugurada na capital britânica. Obra será exposta também em Nova York, Dubai e Palmira.

Uma reprodução do Arco do Triunfo da cidade histórica de Palmira, na Síria, um dos mais emblemáticos monumentos destruídos pelo grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) foi inaugurada nesta terça-feira (19/04) na Trafalgar Square, praça no centro de Londres.

A réplica de mármore tem 5,5 metros de altura, dois terços do tamanho original, e foi esculpida na região da Toscana, Itália, com ajuda da tecnologia de escaneamento digital 3D. O projeto foi idealizado pelo Instituto de Arqueologia Digital (IDA, na sigla em inglês), um empreendimento conjunto das universidades de Oxford e Harvard e do Museu do Futuro de Dubai.

"Os monumentos, como personificação da história, religião, arte e ciência, são repositórios importantes e complexos de narrativas culturais", afirma Roger Michel, diretor do IDA, em declaração divulgada antes da apresentação da obra.

"Ninguém deve permitir que os terroristas tenham o poder de apagar tais monumentos de nossos registros históricos", reivindicou, acrescentando que "Palmira era o exemplo perfeito da cooperação entre Oriente e Ocidente", fato que o Arco do Triunfo simboliza "hoje e então".

"Pérola do deserto"

Ao inaugurar a réplica na capital britânica, o prefeito de Londres, Boris Johnson, declarou que "o futuro da Síria depende da conservação e da proteção de seu passado". "Estamos aqui em desafio contra os bárbaros que destruíram o original, assim como destruíram tantas outras relíquias no Oriente Médio."

Depois de ficar em exibição em Londres por três dias, o monumento seguirá para Dubai, Nova York e, por fim, Palmira, que foi retomada pelas tropas sírias no final de março, após dez meses sob controle do "Estado Islâmico".

Palmira, considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco por suas ruínas, colunas e templos milenares, era uma importante atração turística na Síria antes do início do conflito, em 2011.

O grupo extremista invadiu a cidade em maio de 2015 e, três meses depois, decapitou o arqueólogo-chefe do município, responsável pelas antiguidades. O antigo anfiteatro foi transformado em espaço para execuções públicas.

Também foram destruídos alguns dos monumentos mais importantes de Palmira. Os restos do Arco do Triunfo, datado de aproximadamente 2 mil anos, estão espalhados pelo chão, permanecendo de pé apenas as duas colunas que sustentavam a parte central.

EK/afp/dpa/lusa/rtr

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