Onze operários morrem em obras da Rio 2016

Maior número de acidentes fatais é registrado em obra da linha 4 do metrô, com três mortes. Falta de planejamento contribui para cenário, afirma Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.

As obras dos Jogos Olímpicos Rio 2016 causaram a morte de onze operários desde 2013, afirmou nesta segunda-feira (25/04) a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro. O maior número de acidentes fatais foi registrado na linha 4 do metrô, onde três pessoas morreram.

"É um número assustador", disse o auditor fiscal do trabalho Robson Leite, comparando o número com o de mortes registrado em obras para a Copa de 2014, nas quais oito operários morreram em todo o país.

Acidentes fatais ocorreram ainda nas obras do entorno do Parque Olímpico, no Museu da Imagem e do Som, no Museu do Amanhã, nas obras de ampliação do Elevado de Joá, na Nova Subida da Serra, na Supervia e na Transolímpica.

De acordo com Elaine Castilho, auditora fiscal e coordenadora do trabalho de fiscalização, houve ainda dois casos de acidentes graves: um choque elétrico no Parque Olímpico e uma amputação da perna de um funcionário na Transbrasil.

"É um time de futebol de mortos. Isso tudo causado por falta de planejamento, sem dúvida. É a correria na hora de finalizar", lamentou Castilho.

A superintendência realizou 260 ações de fiscalização, com 1.675 autos de infração e 38 interdições e embargos. Os acidentes ocorrem entre janeiro de 2013 e março de 2016.

CN/lusa/afp

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