Espanha convoca novas eleições para junho

Depois de os partidos fracassarem na formação de um novo governo, rei Felipe dissolve parlamento e fixa data do novo pleito. É a primeira vez que país terá eleições antecipadas.

O rei Felipe 6º da Espanha assinou nesta terça-feira (03/05), em Madri, o decreto que dissolve o parlamento e convoca novas eleições para 26 de junho, depois do fracasso dos partidos em chegar a um acordo para a formação de um governo no país.

O decreto estabelece que o novo parlamento será constituído em 19 de julho, data de início da nova legislatura, depois da mais curta da história recente do país.

É a primeira vez que a Espanha terá eleições antecipadas. Os espanhóis voltarão às urnas apenas seis meses depois de terem votado. O presidente em exercício do governo espanhol, Mariano Rajoy, seguirá em funções até que haja um novo executivo.

"É a primeira vez que isso acontece porque não soubemos cumprir o mandato dos cidadãos. Espero que todos tenhamos aprendido a lição e que, depois das eleições, chegue-se o mais rapidamente possível a um acordo de governo", disse o presidente do Congresso dos Deputados, o socialista Patxi López.

Assim, os partidos se preparam para uma nova campanha eleitoral, que começará oficialmente em 10 de junho. As eleições de dezembro não formaram maiorias claras, e vetos dos principais partidos tornaram impossível a formação de um governo.

Na eleição passada, a força mais votada foi o conservador Partido Popular (PP), de Mariano Rajoy, mas que ficou longe da maioria absoluta, com 123 assentos no Congresso de 350 deputados. Depois vêm o Partido Socialista (PSOE), com 90 assentos, o Podemos, com 69, e o Ciudadanos, com 40.

AS/efe/rtr

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