Executados talibãs acusados de atentado em Cabul

Os seis homens estavam presos pelo ataque que matou 64 em 19 de abril. Talibã protesta, comparando condições nas prisões afegãs a "atos dos alemães nazistas". Execução é a primeira no mandato do presidente Ghani.

O governo do Afeganistão mandou executar seis acusados pelo atentado a bomba e a tiros que matou 64 pessoas e feriu 347 em 19 de abril último, em Cabul. Os militantes do talibã foram enforcados durante a manhã deste domingo (08/05), no presídio de Pul-e-Charkhi, a leste da capital, onde estavam encarcerados.

Segundo fontes presidenciais, tratava-se de "criminosos perigosos", culpados por "delitos contra civis e a segurança pública. Logo após o atentado terrorista mais sangrento dos últimos anos, o presidente afegão, Ashraf Ghani, prometeu retaliação e autorizou a execução, as primeiras no país desde sua posse, em 21 de setembro de 2014.

O movimento fundamentalista islâmico Talibã reagiu aos enforcamentos com um e-mail criticando o mau tratamento dos presos de Pul-e-Charkhi, comparando as ocorrências nos presídios do Afeganistão aos "atos dos alemães nazistas". No entanto, prosseguiram os islamistas, o fato não enfraquecerá sua resistência.

Não há dados sobre o número de internos nas prisões do país. Embora todos os anos muitos presos sejam sentenciados à morte, na prática a pena só é aplicada esporadicamente.

AV/ap/afp/dpa

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