Consórcio de jornalistas divulga parte dos "Panama Papers"

Banco de dados online reúne informações sobre mais de 210 mil empresas offshore, incluindo nome e endereço. Informações sigilosas, como e-mails e contas bancárias, ficam de fora.

O Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), com sede em Washington, disponibilizou online nesta segunda-feira (09/05) uma parte das informações divulgadas na série de reportagens Panama Papers, que revelou como os ricos e poderosos do mundo usam paraísos fiscais para esconder seu dinheiro.

Baseado nos documentos do escritório de advocacia e consultoria panamenho Mossack Fonseca, o banco de dados criado pelo ICIJ revela mais de 210 mil nomes de empresas offshore anônimas, bem como os endereços delas e as relações com intermediários, como bancos. Em alguns casos, é possível reconhecer os verdadeiros donos dessas empresas de fachada.

No entanto, grande parte dos documentos conhecidos como Panama Papers não está disponível ao público por conter informações sigilosas, como contas bancárias, números de telefones e o conteúdo de e-mails.

A série de reportagens Panama Papers revelou no início de abril detalhes sobre os milhares de clientes da Mossack Fonseca que utilizam paraísos fiscais no exterior, supostamente para evasão fiscal e lavagem de dinheiro.

Entre os mencionados estão políticos, como os presidentes Mauricio Macri e Petro Poroshenko, além do deputado Eduardo Cunha, esportistas, como Leonel Messi e Iván Zamorano, e também nomes ligados ao mundo das artes, como o diretor de cinema espanhol Pedro Almodóvar.

A divulgação dos Panama Papers levou ainda países a iniciarem investigações sobre possíveis práticas ilegais de políticos e personalidades e causou a renúncia do ex-primeiro-ministro da Islândia Sigmundur David Gunnlaugsson, após a revelação de sua participação numa empresa offshore.

Os dados foram repassados ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung por uma fonte anônima. O periódico compartilhou as informações com o ICIJ e outras empresas de comunicação, como a emissora britânica BBC e as alemãs WDR e NDR. Cerca de 370 jornalistas de 78 países ajudaram a avaliar as informações dos 11,5 milhões de documentos e 2,6 terabytes de informações da Mossack Fonseca.

CN/ap/afp

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