Grande desfile exalta líder norte-coreano

Milhares de civis e militares participaram da cerimônia que marcou o fim do congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte e a consagração da estratégia de desenvolvimento nuclear de Kim Jong-un.

Milhares de pessoas acompanharam nesta terça-feira (10/05) uma grande cerimônia em homenagem às conquistas da Coreia do Norte na capital Pyongyang, que marcou o término do 7º Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia (PTC).

Civis e militares tomaram a praça Kim Il-sung para saudar o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, de 33 anos, durante o desfile transmitido pela televisão estatal KCTV. Em meio a flores e cartazes de propaganda com símbolos do partido (foice, martelo e pincel), a multidão foi tomada por euforia.

O principal encontro político do país não era realizado desde 1980. O congresso do PTC reafirmou a posição de Kim como líder da Coreia do Norte e consolidou o regime político de desenvolvimento econômico e nuclear, conhecido como "byeongjin", em vigor desde 2013.

O presidente da Assembleia Popular Suprema e chefe de Estado honorífico do país, Kim Yong-nam, de 88 anos, destacou em discurso os últimos lançamentos de mísseis balísticos e testes nucleares, que levaram o Conselho de Segurança da ONU a impor sanções à Coreia do Norte.

"Apesar das grandes provocações dos Estados Unidos e seus títeres, temos conseguido grandes conquistas científicas e defensivas", afirmou.

No último domingo, os membros do partido aprovaram durante o Congresso a política de desenvolvimento do arsenal nuclear do país. "Vamos aumentar a força nuclear autodefensiva, tanto em qualidade e quantidade, enquanto os imperialistas persistem com suas ameaças nucleares e práticas arbitrárias", declarou Kim Jong-un ao destacar que a Coreia do Norte é um "estado nuclear responsável".

General "ressurge"

O antigo chefe do Estado-Maior do Exército da Coreia do Norte Ri Yong-Gil, que era dado como morto desde fevereiro, apareceu na lista de recém-nomeados a altos cargos do PTC.

Autoridades sul-coreanas tinham informado que Ri Yong-Gil havia sido executado pelo regime norte-coreano por corrupção e traição ao regime.

Apesar de a Coreia do Norte não ter confirmado a execução em fevereiro, um substituto foi nomeado para o cargo, levando a crer que ele estava mesmo morto. Ri Yong-gil sempre acompanhou o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em visitas de inspeção a instalações governamentais.

KG/ap/efe/lusa

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