Ataques com bombas matam mais de 90 pessoas em Bagdá

Três carros-bomba explodem na capital do Iraque, deixando também 165 pessoas feridas. Várias vítimas são noivas que se preparavam para o casamento. Grupo extremista "Estado Islâmico" reivindica autoria de atentados.

Ao menos 93 pessoas morreram e mais de 165 ficaram feridas nesta quarta-feira (11/05) nas explosões de três carros-bomba em Bagdá. O grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) reivindicou a autoria dos ataques, que resultaram no dia mais violento do ano na capital iraquiana.

A primeira explosão ocorreu durante a manhã num dos maiores mercado da capital iraquiana, localizado na região xiita de Sadr City, matando 63 pessoas e ferindo outras 85. Cerca de 2,5 milhões de pessoas vivem no bairro, onde se concentram muitos apoiadores do clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr, que nos últimos meses liderou um movimento de protesto contra o governo do país.

Muitas das vítimas do ataque eram mulheres, incluindo várias noivas que estavam se preparando para os seus casamentos. A explosão aconteceu nas proximidades de um salão de beleza. Horas depois ainda era possível ver nuvens de fumaça saindo de diversas lojas do mercado.

Segundo testemunhas, os explosivos estavam num caminhão carregado de frutas e verduras e que foi estacionado por um homem que desapareceu apressadamente entre a multidão de pessoas que estavam no mercado. "A explosão fez tremer o chão. A força da explosão me lançou a metros de distância, e cheguei a perder a consciência por alguns minutos", disse o comerciante Karim Salih.

Os outros dois ataques ocorrem no final do dia e tiveram como alvo forças de segurança. Um suicida invadiu um posto de controle policial em Kadhimiya, no noroeste de Bagdá, numa região que abriga uma mesquita sagrada xiita. O terceiro carro-bomba explodiu num posto de controle no bairro de Jamiya, predominante sunita. As explosões deixaram ao menos 30 mortos e mais de 80 feridos, segundo autoridades.

EI assume autoria de atentados

Num comunicado divulgado na internet, o grupo extremista sunita "Estado Islâmico" assumiu a autoria dos ataques e afirmou que eles visavam integrantes de milícias xiitas.

O governo alega que os jihadistas do EI pretendem, com ataques em Bagdá, desviar a atenção de suas perdas em confrontos com forças de segurança. O Iraque divulgou nesta quarta-feira que os extremistas ocupam atualmente pouco mais de 14% do território iraquiano.

O "Estado Islâmico", que chegou a ocupar 40% da área total do país, vem perdendo espaço nos últimos meses devido ao sucesso da ofensiva das forças de segurança. Apesar de perder cidades importantes, como Tikrit e Ramadi, os radicais ainda controlam Mossul, a segunda maior cidade do país.

Em junho de 2014, os extremistas iniciaram a ofensiva no país e conquistaram importantes territórios. Em reação, uma coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, bombardeia os jihadistas desde agosto de 2014. Os ataques aéreos apoiam os combates terrestres de forças de segurança iraquianas e curdas contra o EI.

CN/rtr/afp/ap/lusa

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