Em estado de emergência, Venezuela é palco de protestos

Na capital Caracas, manifestantes pró-governo e da oposição vão às ruas. Em meio à crise econômica, Maduro prorroga estado de emergência para enfrentar "ameaças internacionais".

A Venezuela é palco de protestos pró e contra governo neste sábado (14/05), um dia depois de o presidente Nicolás Maduro estender o decreto de estado de exceção e emergência econômica.

Milhares de chavistas foram às ruas de Caracas em resposta ao chamado do governo para respaldar uma "revolução bolivariana". Ao mesmo tempo, a oposição convocou manifestantes a uma avenida na capital, para pressionar as autoridades quanto à autorização de um referendo para revogar o mandato de Maduro, para o qual já coletou 1,85 milhão de assinaturas.

O chamado do governo e dos principais líderes do chavismo congregou milhares de representantes dos movimentos sociais, trabalhadores e simpatizantes do governo, que marcharam do centro da capital a uma praça onde se reuniriam com Maduro.

"Será vista uma concentração de apoio à revolução bolivariana, de respaldo ao presidente Maduro [...] e ao defender a soberania, vamos dizer ao mundo do que somos capazes para defender nossa revolução", disse no início da marcha o vice-presidente do país, Aristóbulo Istúriz.

A manifestação foi anunciada pelo chavismo há três dias, algumas horas depois da convocação de protestos por parte da oposição.

"Ameaças internacionais"

Nesta sexta-feira, Maduro assegurou que seu país está diante de uma das piores ameaças internacionais que sofreu nos últimos anos e que, por isso, decidiu implementar medidas especiais com a declaração do estado de emergência. Este lhe dá facilidade para impor leis num momento em que o país sofre com a inflação mais alta do mundo, vive uma recessão e enfrenta uma escassez de produtos básicos.

"Constitucionalmente, decidi aprovar um novo decreto de estado de exceção e emergência econômica, que me dê o poder suficiente para derrotar o golpe de Estado, a guerra econômica, para estabilizar socialmente o nosso país", afirmou Maduro ao em transmissão feita por rádio e televisão nesta sexta-feira. O presidente acrescentou que o instrumento legal lhe permitirá "enfrentar todas as ameaças internacionais" contra o país, sem especificar as medidas que adotará.

A crise econômica e energética já forçou o governo a decretar cortes de energia diários na maior parte do país, fechar escolas às sextas-feiras e reduzir a carga horária semanal de funcionários públicos para apenas dois dias.

O estado de emergência havia sido declarado pela primeira vez em janeiro deste ano e, segundo Maduro, provavelmente será estendido até 2017.

LPF/efe/afp/rtr

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