"Estado Islâmico" mata dezenas no Iraque e no Iêmen

Grupo extremista reivindica ataques a fábrica de gás de cozinha e a áreas comerciais de Bagdá. Pela segunda vez em quatro dias, cidade iemenita de Mukalla é alvo dos jihadistas.

O grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) realizou atentados coordenados no Iraque neste domingo (15/05). Na investida contra uma fábrica de gás de cozinha, ao norte de Bagdá, morreram ao menos 11 pessoas, e uma série de ataques dentro e fora da capital deixou outros 15 mortos, segundo autoridades iraquianas.

Um carro-bomba explodiu na entrada da instalação, em Taji, por volta das 6h (hora local), permitindo que outro veículo que transportava ao menos seis agressores com coletes explosivos entrasse na fábrica. Houve, então, confronto com as forças de segurança, segundo fontes policiais.

Um porta-voz do Comando de Operações de Bagdá disse que três locais de armazenagem de gás foram incendiados em meio à violência, antes que as forças de segurança conseguissem dominar a situação. Uma fonte ouvida pela agência de notícias AP afirmou que 27 policiais ficaram feridos.

A agência de notícias Aamaq, ligada ao EI, atribuiu o ataque a um grupo de "soldados do Califado".

Em comunicado, autoridades iraquianas afirmaram que os bombeiros conseguiram apagar o incêndio provocado pelas explosões e estavam avaliando os danos causados à fábrica.

Os demais ataques no Iraque ocorreram em Latifiyah, ao sul de Bagdá, e, na capital, onde três atentados a bomba tiveram como alvo áreas comerciais.

Homem-bomba no Iêmen

Também neste domingo, um homem-bomba do EI matou 47 policiais num complexo policial na cidade de Mukalla, no sul do Iêmen, segundo fontes médicas citada pela agência de notícias AFP. Os novos recrutas faziam fila para se registrar quando a bomba, que feriu outros 25, disparou.

Esta foi a segunda explosão em quatro dias a atingir a cidade, centro da Al Qaeda antes de o grupo ter sido expulso no mês passado em uma ofensiva por tropas iemenitas apoiadas por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita. Por meio da agência Aamaq, o "Estado Islâmico" disse que o homem-bomba deste domingo era um "caçador de mártires" que havia detonado seu cinto explosivo.

Na última quinta-feira, 15 soldados foram mortos em ataques jihadistas nos arredores de Mukalla, reivindicados pelo EI.

LPF/rtr/ap/afp

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